Confirmando o que havia sido antecipado pela coluna Pimenta, o vereador Gil do Jupiá disse ao Hojemais que deve mesmo deixar o PSB. “99% que sim; quero um partido de oposição”, afirmou, onde eu possa ser livre e ter meu devido valor e ser reconhecido”, afirmou.
Um das opções, segundo ele, seria o PSD, devido à boa amizade que possui com os colegas Jorge Martinho e Beto Araújo.
“Sou apenas um estranho no PSB. nunca tive problema lá, mas nunca fui valorizado”, diz sobre o seu partido, completando que suas opiniões são divergentes das da presidente do diretório, a vereadora Marisa Rocha.
Além de não ter uma boa convivência dentro do PSB, a pressa de Gil em sair do partido seria a possibilidade de o deputado Angelo Guerreiro (PSDB), pré-candidato a prefeito de Três Lagoas, aceitar uma coligação dos tucanos com o PMDB.
“O grande problema é q o PSB, eu acho q tá nas mãos do Governo e vai caminhar com o Guerreiro, mesmo ele indo com o PMDB. E prefiro sair da política que participar de uma coligação com o PMDB”. Além do PSD, diz ter convite também do PTN e PV. Questionado se poderia ir para o PT, Gil é enfático: “Nunca! Odeio o número 13 e esse PT é uma vergonha do Brasil”, diz, admitindo, porém, que tem muita gente boa dentro do PT local, como a presidente Cristiane Lopes e o colega de Câmara, Idevaldo Claudino. “Por eles eu me filiaria sim”, admite.
Candidato com mais de 1,2 mil votos nas últimas eleições, Gil encontra resistência de muitos pré-candidatos, que não o aceita em seus partidos. Quanto a isto, reconhece que “infelizmente é assim na política, mas nunca tive medo de encarar ninguém”, pontuando que quando foi para o PSB sabia que tinha a Marisa Rocha que era muito forte e que, mesmo assim, não teve medo. “Medo é para os fracos e vou seguir mesmo sozinho”, pondera. “Meu desafio agora é ir contra o Guerreiro, caso ele se junte ao PMDB”.
Sobre o PSB, disse não saber se partido perde com a sua saída e deseja boa sorte aos socialistas. “Quero ter minhas decisões; lutar por aquilo que acredito”, pronunciou. E alfineta: “Quero um grupo que não tenha medo de lutar por um propósito, que é ver uma Três Lagoas digna, onde eu possa criar meus filhos e meus netos, e o PMDB destruiu esse sonho”, pondera, afirmando que agora sua luta é contra o partido. “Prefiro morrer de pé, que viver de joelhos”, conclui.