As eleições de 2016 podem apresentar um diferencial em relação às anteriores, que será um grande número de jovens pleiteando uma vaga de vereador. Para o estatuto da juventude, são consideradas jovens as pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Levando-se em conta a quantidade de eleitores jovens no município, se houver unidade por parte deles, pelo menos dentro das agremiações partidárias, as possibilidades de eleger um representante no parlamento são amplas e reais. Podendo emplacar até mesmo mais de um nome.
De acordo com as estatísticas do site do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), no município existem 590 eleitores com idade de 16 e 17 anos; 11.061, de 18 a 24 e 17.168 eleitores na faixa etária dos 15 a 34 anos, o que inclui também uma parcela de jovens.
Praticamente todos os partidos políticos que reúnem jovens em suas fileiras e muitos deles ávidos por um lugar ao sol na política. Em tempos de redes sociais, vários são os nomes que tem se despontado como potenciais candidatos. O principal estímulo para estes jovens é a possibilidade de lutar por políticas públicas para a juventude, uma vez que se sentem totalmente esquecidos pelos seus representantes “adultos” na Casa de Leis e a sede de mudanças como, por exemplo, o fim da corrupção, embarcando na crescente onda das manifestações que pipocam várias vezes no ano em todo País, inclusive em Três Lagoas.
A maioria dos partidos da cidade reúne pretensos candidatos, sendo que alguns já estão se mobilizando no sentido de oxigenar suas candidaturas, enquanto que outros apenas observam, sem contar com os que intentam trocar de partido.
Para determinados segmentos, quem tem 33 anos ainda é considerado jovem. Grande parte dos pretensos candidatos está nesta faixa-etária. É o Conselheiro Tutelar Davis Martinelli, que já disputou a vereança em outras oportunidades. “Se eu sair candidato eu quero abordar todas as áreas, mas darei mais ênfase na área que abrange a juventude, onde podemos observar que temos poucos incentivos nas áreas publica para oferecer aos jovens e muitos deles acaba sendo atraídos para o lado errado por falta de oportunidades”, pondera.
Com 32 anos, o bacharel em direito Rômulo Wendell é pré-candidato e não esconde isso de ninguém. O ex-presidente da Juventude do PMDB e ex-assessor parlamentar atualmente está sem partido e deve decidir na semana que vem o rumo a tomar. Seu destino deve ser o PR. Rômulo aposta na experiência de assessor parlamentar e no conhecimento que reúne na área de juventude e de políticas públicas em geral para desempenhar um bom trabalho.
Assessor parlamentar, 30 anos, Leles Guilherme diz que “a minha idade fisiologia não descondiciona a minha juventude na participação do processo eleitoral” e que as bandeiras de seu partido, o Psol, vão além do aspecto da juventude. “Carregamos bandeiras das minorias, dos LGBT, dos negros, do Sem Teto e toda a classe que não é representada pela política vigente”, frisa.
Outro jovem com pretensão de disputar uma cadeira de vereador é o professor de Educação Física Breno César, 32 anos, que também está à procura de um novo partido. Até há pouco tempo Breno era do Partido dos Trabalhadores, mas ele optou por permanecer à frente do Departamento da Juventude da Sejuvel, o que acredita dará cancha suficiente para realizar um bom trabalho como vereador não só voltado para a juventude, mas também para o esporte.
Lucas Bocato, 25 anos, é a opção do PC do B para disputar a vereança e surge até como um possível plano B para o caso de o partido encabeçar uma chapa majoritária. Formado em Geografia, Lucas é também acadêmico de Direito e, tendo herdado a veia política do pai Marcos Bocato, acompanha “pari passu” todos os acontecimentos políticos atuais, em todas as esferas de governo. Sua meta será a assistência em Saúde com foco em saúde preventiva, programas voltados para os universitários em parceria com o poder publico para fomentar os estágios em todas as áreas de ensino técnico superior e serem atendidos pelos programas habitacionais (popular e privado), além das áreas de lazer e cultura (parques/bosques/museus, teatros). "E claro de representantes qualificados no poder publico (vereador e prefeitos)”, explica.
Para ele, a maior carência da Juventude local é de representatividade tanto no Poder Executivo e Poder Legislativo, ou seja, jovens lideranças capacitadas e que levem as bandeiras da Juventude de todas as classes sociais para a gestão publica, sobretudo as que contemplem os jovens em situação de risco social eminente principalmente nas periferias de nossa cidade.
O ninho tucano abriga, pelo menos, dois jovens com potencial para disputar uma cadeira na Câmara, os quais também estão sempre antenados nos fatos políticos. Trata-se de Thiago Mendes, assessor do deputado estadual Ângelo Guerreiro e Cristina Dias, presidente da JPSDB.
Outra promessa é o acadêmico de Direito Bruno Pinheiro, 21 anos, que articula o movimento estudantil na UFMS. Atualmente ele está sem partido, mas sonha em disputar uma eleição.
Eleito recentemente presidente da JPMDB, Paulo Jurado será o representante jovem peemedebista para disputar a vereança. Para tanto, iniciará nos próximos dias ações voltadas para a juventude da cidade.
No PT, pelo menos dois nomes com potencial para o ingresso na política são trabalhados. Trata-se de Jaqueline Goulart e Erick Aron, 22 anos, que deverá assumir a Secretaria de Juventude do partido. Erick disse que uma de suas bandeiras é Lutar sempre pela a inclusão de jovens menos desfavorecido no mercado de trabalho e vida social, entre ouras. “Um fator importante é o extermino que os jovens estão passando, principalmente de jovens negros, de classe baixa e média”, afirma, completando que “precisamos rever nossos conceitos perante a esse fato”. Jornalista autônomo,
Douglas Albuquerque, 26 anos, é o presidente da JPSB de Três Lagoas e admite ser pré-candidato a vereador.