Conhecido em todo o Brasil por meio de matérias de jornais, revistas e emissoras de TV por sua atuação contra o crime organizado na região de fronteira, o juiz federal Odilon de Oliveira pode ser a terceira via na disputa da sucessão do governador André Puccinelli (PMDB) em Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano, disputa que até agora tem como principais pré-candidatos o senador Delcídio do Amaral (PT) e o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PMDB).
O convite foi feito na semana do Natal pelo presidente regional do PDT João Leite Schimidt, em reunião com o magistrado em um escritório de advocacia da cidade. Odilon, que pensa em se aposentar da magistratura e também tem convites de lideranças de outros partidos para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, ficou de pensar no assunto. A resposta deve ser dada até março, pois no início de abril vence o prazo para que juízes possam deixar a magistratura e se filiar a algum partido para disputar as eleições. A decisão, entretanto, pode ser antecipada.
PDT LIVRE Schimidt, que em setembro do ano passado foi visitado por Delcídio e por Nelsinho Trad, afirma que se sente desobrigado de apoiar qualquer um dos dois candidatos que não mais o procuraram, até agora, em busca do apoio do PDT. Conhecido pela influência exercida em vários governos estaduais até os anos 90, Schimidt participou da articulação de disputadas eleições no estado e acredita hoje ser necessário dar ao eleitor uma nova opção de projeto político.
Para Schimidt, a eleição do radialista Alcides Bernal (PP), sem estrutura e sem apoio, como prefeito de Campo Grande em 2012, enfrentando as principais forças políticas locais, desmistificou a tese de que eleição só se ganha com muito dinheiro. Na sua avaliação, o maior colégio eleitoral do estado confirmou nas urnas que "o eleitor está cansado da polarização da disputa do poder regional pelo PMDB e o PT". Com sua experiência, Schimdit sabe que, caso as pesquisas sinalizem avanço de Odilon, os apoios virão naturalmente.