O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil de cinco para até 20 dias e cria o chamado salário-paternidade, benefício que será pago pela Previdência Social. A proposta agora segue para sanção presidencial.
A aprovação ocorreu de forma simbólica, sem votação nominal dos senadores. O texto foi originalmente apresentado em 2007 pela então senadora Patrícia Saboya (CE) e já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados com modificações, motivo pelo qual retornou ao Senado para nova análise.
Ampliação gradual da licença
Atualmente, trabalhadores têm direito a cinco dias de licença-paternidade após o nascimento do filho. Com a nova lei, segundo UOL Notícias, o prazo será ampliado de forma progressiva:
- 10 dias nos dois primeiros anos de vigência da lei;
- 15 dias no terceiro ano;
- 20 dias a partir do quarto ano.
Durante o período de afastamento, o trabalhador continuará recebendo remuneração integral, por meio do novo benefício chamado salário-paternidade.
