Em entrevista exclusiva ao Hojemais, a prefeita de Três Lagoas Marcia Moura falou sobre os investimentos na área da saúde; da implantação do curso de medicina e dos benefícios que a construção do Hospital Regional trará ao município.
UPA
A respeito da Inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), construída em 2009 e que ainda não está funcionando, a prefeita foi categórica ao dizer que a falta de profissionais impede a inauguração da unidade.
“Quando lançamos esse projeto, pensamos que seria uma maravilha para o município; mas não pensamos na crise de profissionais pela qual o País está passando. A UPA está completa; inclusive nós temos um Raio X de primeiro mundo, nós abrimos concurso, porém não temos médicos e eu não posso inaugurar uma unidade de saúde sem médico”, afirmou Marcia.
Ainda de acordo com a prefeita, o governo verificou que não existe pediatra suficiente no Brasil e suspendeu a exigência desses especialistas, mas ainda é necessária a contratação de clínicos gerais e ginecologistas.
“Ninguém mais do que eu quer inaugurar a UPA e eu acredito que até o começo do ano nós conseguiremos resolver esse impasse. Assim que a Unidade estiver funcionando, nós iremos aproveitar para reformar o PAB (Pronto Atendimento Básico) pois a demanda de atendimento está muito grande; dessa forma teremos duas novas unidades de saúde para atenderem a população”, concluiu.
Curso de Medicina
No início do próximo ano, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) irá realizar, pela primeira vez, o tão concorrido vestibular para o curso de medicina; no total serão 60 vagas para o curso integral. As aulas iniciarão ainda no segundo semestre de 2014
“Para a Faculdade de Medicina nós iremos receber verba do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde e ainda contaremos com um Hospital Regional, onde receberemos residentes de medicina; tenho certeza de que com isso a saúde em Três Lagoas será referência para o estado”, ressaltou.
Hospital
Com a vinda do curso de Medicina, Três Lagoas irá receber o Hospital Regional, que faz parte de uma exigência da Universidade; o projeto já foi aprovado pela Vigilância Sanitária do Estado.
De acordo com a prefeita é uma obra muito grande que será construída em três etapas. “Esse Hospital será construído em três grandes etapas; até o fim do ano que vem estarão prontas as partes: ambulatorial, lavanderia, hidráulica e elétrica - essas são as partes fundamentais para que um Hospital funcione; estamos trabalhando em parceria com a universidade”
Dentro do Hospital será construída a ala da radioterapia; em Mato Grosso do Sul só existe esse tratamento em Campo Grande e Dourados; o Hospital ainda contará com uma máquina de última geração, como dos principais hospitais de Brasil: o Sirio Libanês e o Albert Einstein. A equipe de oncologistas já foi aprovada pela Unacon (Unidade de Alta Complexidade de Oncologia).