Na semana passada o Jornal Folha de São Paulo divulgou resultado de pesquisa mostrando um aumento no número de pessoas que rejeitam o voto facultativo. Segundo levantamento, se tivessem opção, 57% dos eleitores não votariam no próximo dia 5 de outubro. Hoje o voto é facultativo só para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e os que têm 16 ou 17 anos.
Em Três Lagoas, a realidade é diferente. Ainda que não concordem com o comportamento dos políticos, a maioria dos entrevistados considera importante votar, principalmente, para exercer a sua cidadania.
Jackeline da Silva Freitas, por exemplo, disse que votaria sim, porque se não votar a corrupção seria maior, pois iria ter mais compra de votos e os corruptos que iriam reinar. E esclarece: “Se não fosse obrigatório [o voto] quem iria escolher os políticos são os que votam por votar; os que querem vender o voto ou as pessoas que ainda tem esperança de ver mudança no País”.
Objetivo em sua resposta, Marcelo Jaboo disse que votaria para exercer seu direito como cidadão. Para ele, “não votar seria estupidez”.
“Votaria sim, porque entendo que devemos nos posicionar diante da situação e tentar colocar alguém de confiança e íntegro no poder; é melhor tentar do que ser omisso”, afirmou Euricléia Fabiana Nunes.
Toninho Eletricista, que já disputou uma cadeira de vereador, disse que votaria “porque agente tem saber quem coloca lá para nos representar”, observando que hoje a politica virou negocio, não sendo mais levada a serio. “Eles só pensam neles”, concluiu.
Walter Chagas disse que votaria por saber que os direitos dos cidadãos estão nas mãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Sem eles, não há democracia”, frisou.
Walter José Silva disse que votaria, não por confiar nos políticos, mas porque “se agente ficar sem votar ai que a coisa fica mais feia ainda”.
Idevaldo Garcia Leal Júnior disse que votaria para manifestar oficialmente seu desejo politico para o Pais.
Entre os que não votariam se não fosse obrigado, o principal motivo é o aumento da corrupção e a falta de compromisso da classe política. Iva Souza diz não iria se preocupar em sair de sua casa “para votar num povo que não faz nada”. Admitindo que para o voto ser facultativo será necessário mudar muita coisa na política e nos político ela diz que “infelizmente, o bom não tem estrela na testa”. Ela ainda reclama do fato de ser convocada todo ano pra trabalhar nas eleições.
“Acho legal; é dever cívico, mas eu acho que se eu pudesse escolher não iria”.
“Não votaria. Político nenhum tem compromisso social”, resumiu Sérgio Alvarenga, o Pinicuta, bem como Marilene Santos, cuja opinião é de que os políticos só veem o bolso dele. “Eles são bonzinhos na campanha, mas depois tomam chá de sumiço”, reclamou, da mesma forma que Silvia Ribeiro: “Votamos certo, mas quando eles entram lá fazem tudo errado; dizem que nós votamos errado, mas eu penso que não”.
“Na atual cena politica acho que nem perderiam meu tempo; pois não temos candidatos adequados que tenham realmente o interesse em defender o povo, mas sim com seus interesses próprios”, sentenciou Thiago Marques.
Por fim, João Torres Garcia disse que “Só votaria se o candidato me passasse uma confiança extrema, caso contrário não Votaria”.
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