O PMDB decidiu por ampla maioria liberar os diretórios municipais, bem como todos os seus filiados para que escolham livremente a quem apoiar na eleição do segundo turno para o governo do estado. “Não temos como decidir por Delcídio Amaral ou Reinaldo Azambuja na disputa pelo Governo do Estado e pois há uma divisão muito grande nos 79 municípios”, afirmou o governador André Puccinelli ao final da reunião sendo que essa posição também foi mantida em relação a eleição presidencial.
O governador André Puccinelli disse que ele pessoalmente deverá manter o seu apoio à candidatura da presidente Dilma Roussef, mas não impedirá que outros membros do PMDB anunciem apoio a candidatura de Aécio Neves. “Eu estou indo a Brasília para participar de um reunião onde devo confirmar o meu apoio pessoal a candidatura da Presidente”, afirmou André Puccinelli que preferiu não declarar em que pretende votar para governador. Por outro lado, o senador Waldemir Moka fez questão de anunciar o seu apoio à candidatura de Reinaldo Azambuja mas disse que não pretende contrariar os membros do partidos que optarem por apoiar o candidato do PT, Delcídio Amaral.
Outro que declarou o apoio a Reinaldo Azambuja foi o ex-candidato a governador e ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad, que no entanto, ainda deverá consultar os representantes dos nove partidos que apoiaram a sua campanha e deverá anunciar uma posição conjunta. Já o presidente regional do PMDB , deputado estadual Junior Mocchi disse que haverá uma reunião entre os deputados estaduais eleitos e os atuais para que possam tomar uma posição conjunta.
Ao justificar a decisão de liberar o partido, Junior Mocchi afirmou que trata-se de uma posição que busca evitar um racha pois algumas posições estão se radicalizando. “Já estamos pensando na reconstrução do partido para as futuras eleições”, afirmou Mocchi.