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Partidos aguardam ‘start’ de Reinaldo para começar guerra por secretarias

Por enquanto, o clima é de paz e amor entre os deputados e o governador eleito, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Midiamax News
16/11/14 às 07h39

Por enquanto, o clima é de paz e amor entre os deputados e o governador eleito, Reinaldo Azambuja (PSDB). O clima é bom por que o novo governador ainda não anunciou qual espaço deve dar para os partidos, o que sempre provoca confusão no Poder Legislativo.

Azambuja conseguiu eleger cinco deputados estaduais e precisa de pelo menos mais oito, dos 19 eleitos em outras coligações, para conseguir pelo menos maioria simples na Assembleia. Isso, pelo menos até agora, ele já conseguiu, com a adesão de dez deputados eleitos no grupo do PMDB no segundo turno. Resta agora saber se esta paz continuará a reinar quando o governador anunciar qual espaço será dado pelos partidos na administração.

Na gestão de André Puccinelli (PMDB), embora sem muita rebeldia, foram várias as reclamações pela falta de espaço. Todavia, o governador tinha conseguido eleger a maioria na Assembleia. O quadro de Azambuja é diferente por que o PSDB administra o Estado pela primeira vez e tem ao redor um PT e um PMDB loucos para voltar ao comando do Estado.

PMDB e a força da oposição

O governador André Puccinelli já avisou que, caso não passe a dor do parto, motivada pela crítica de adversários, principalmente de Azambuja a administração dele, pode voltar a administrar. O próprio líder do PMDB na gestão de Puccinelli, Eduardo Rocha, já anunciou que gostaria de independência na Assembleia. Ele foi voto vencido, mas resta saber até quando o PMDB estará na base, visto que pode vir a concorrer ao governo novamente em 2018.

Com seis deputados na Assembleia e duas derrotas seguidas, em Campo Grande e Mato Grosso do Sul, o PMDB é, sem dúvida, o partido que mais precisa preencher cargos após a eleição, visto que aumentou o número de órfãos de cargos públicos na legenda.

Um desentendimento de Azambuja com o sexteto do PMDB, somado aos quatro do PT e dois do PR, todos na oposição, já garantiria metade da bancada da Assembleia na oposição, o que poderia trazer muitos prejuízos para o governador de primeiro mandato.

Ciente de que precisará do PMDB, Azambuja não se moveu nem para tentar barrar Junior Mochi na presidência da Assembleia Legislativa. Por enquanto, o deputado é o único que se movimenta na Casa para se manter no comando, mesmo após derrota na eleição, onde o PMDB não conseguiu sequer chegar ao segundo turno na tentativa de fazer o sucessor de Puccinelli.

Esperando

O presidente estadual do PTdoB, Morivaldo Firmindo, explica que o partido já teve duas conversas com Azambuja, mas sem definir o espaço do partido. Com dois deputados, eles esperam que a situação do partido seja diferente da enfrentada com Puccinelli, que não deu nenhuma secretaria aos deputados.

“No governo do André nós tivemos técnicos em setores diferentes. Neste, nós estamos conversando para conseguir um espaço melhor, com uma fundação ou autarquia”, justificou. Indagado sobre o que acontecerá, caso não receba o espaço almejado, o presidente foi taxativo. “Se não der espaço, não tem participação. Mas, ele já demonstrou boa vontade com a gente”, contou.

O deputado Beto Pereira, um dos três eleitos pelo PDT, também aguarda fechamento com Azambuja. Ele revelou que o trio de deputados já conversou com Azambuja e acredita ser plenamente possível compor a base. “Esta é uma conversa que está sendo travada. Semana que vem deve ter outras conversas”, declarou, sobre o espaço do partido na administração.

O deputado Lídio Lopes, único representante do PEN eleito na Assembleia, ainda não teve, mas aguarda conversa com Azambuja. Ele ficou surpreso ao saber que o novo governador já tinha conversado com deputados que o apoiaram apenas no segundo turno.

“Eu conversei com ele na eleição e falou que abriria espaço no governo dele. Agora, com o mandato, a gente deve ter uma tratativa diferenciada. Estou esperando ele chamar para ocupar espaço. Ele está tomando pé da situação. Vamos ver o espaço e as limitações para definir isso”, concluiu.

Pelo menos em relação a equipe de transição, os partidos que aderiram a campanha de Azambuja no segundo turno não estão participando. Até o momento, pelo menos oficialmente, só foram escalados representantes de partidos que o ajudaram desde o primeiro turno, mas que não têm nenhum deputado eleito: PSD, PPS e SD.

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