O senador Waldemir Moka e os deputados federais Fábio Trad e Geraldo Resende, representantes de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, engrossaram a fileira de parlamentares do PMDB que pretendem abrir dissidência no partido para apoiar a candidatura de Eduardo Campos (PSB-PE) à Presidência da República.
Aliados do governador André Puccinelli (PMDB), cuja preferência é apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, os congressistas se movimentam em direção a outro caminho, que não seja ficar com o PT na disputa presidencial.
A dissidência ocorre coincidentemente no momento em que André Puccinelli conversava com a presidente Dilma, no mesmo dia, sobre a liberação de verbas para investimento em rodovias em Mato Grosso do Sul.
Na audiência, Dilma acertou a liberação de recursos federais para a construção de rodovias no Estado. De acordo com o jornal Correio Braziliense, o governador informou que a obra da BR-419 será incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).A estrada une o sudoeste ao norte e sul do estado. A rodovia terá 214 quilômetros de extensão, e a estimativa de investimento chega a R$ 350 milhões.
A exemplo de outros correligionários, os três parlamentares participaram de um jantar na noite de quarta-feira (7) oferecido pelo senador Jarbas Vasconcelos (PE), em seu apartamento, em Brasília, para organizar uma dissidência formal no PMDB em prol do candidato do PSB à Presidência da República.
No total, participaram seis deputados federais e cinco senadores peemedebistas que devem declarar voto no ex-governador de Pernambuco, enquanto a direção do partido deve oficializar a aliança em torno da reeleição da presidente Dilma.
“Nossa ideia é organizar um grupo que tenha compromisso com a história do partido e com a ética e formalizar uma dissidência organizada, com manifesto e mostrando a cara”, disse o senador à coluna Painel da Folha de São Paulo.
Estavam no jantar os senadores Pedro Simon (RS), Luís Henrique (SC), Moka (MS) e Ricardo Ferraço (ES) e os deputados federais Raul Henry (PE), Darcísio Perondi (RS), Osmar Terra (RS), Danilo Forte (CE), Fábio Trad (MS) e Geraldo Resende (MS).
grupo espera chegar a 11 deputados federais. Dos 5 senadores presentes ao jantar, apenas Luís Henrique ainda não definiu apoio a Campos, por questões da política catarinense, mas ainda está estudando.
Os dissidentes devem acompanhar o presidenciável do PSB em visitas aos Estados. O grupo ainda espera atrair a declaração de apoio do líder do PMDB no Senado e pré-candidato do partido ao governo do Ceará, Eunício Oliveira, que enfrenta problemas com o PT para a composição de alianças no Estado.
Jarbas promoverá novo jantar dos rebeldes, desta vez com a presença de Eduardo Campos, na próxima quarta-feira, dia 14.
PALANQUE
De olho no apoio do PSB do prefeito de Dourados, Murilo Zauith, o pré-candidato do PMDB, Nelsinho Trad, também já manifestou publicamente o interesse em montar um palanque para Campos pedir votos em Mato Grosso do Sul.
O desejo do ex-prefeito de Campo Grande é a indicação de um socialista de peso do segundo maior colégio eleitoral do Estado para fortalecer a sua campanha.
Nelsinho, inclusive, já conversou várias vezes com Murilo, de quem espera uma resposta positiva para fechar a chapa majoritária a ser encabeçada pelo PMDB.