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Presidente do Sinted pede socorro aos vereadores pelo pagamento do piso dos professores

Maria Diogo afirma que a categoria não abre mão dos 11.36% de reajuste e anuncia paralisação da categoria

Hojemais - João Maria Vicente
23/02/16 às 19h20
Maria Diogo na tribuna da Câmara (Aurora Villalba)

Tendo acabado de sair de uma reunião da categoria, em que se optou por uma dia de paralisação, a presidente do Sinted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Três Lagoas), Maria Diogo, foi à sessão da Câmara, onde acabou de fazer uso da tribuna para pedir socorro aos vereadores no sentido de que intercedam junto à prefeita Márcia Moura, para que ela cumpra o pagamento do Piso Nacional da Educação, concedendo  o reajuste de 11.36% estabelecido por Lei. O índice foi menor que do ano passado, segundo ela, devido à crise.

Maria Diogo diz que a prefeita informou que está temerosa em conceder os 11.36% devido ao fato de já ter alcançado 49,05% de gasto do orçamento com a Educação. Ao que ela diz ter feito o contraponto, mostrando que a Educação sobrevive por si só, não apenas com os 25% que é obrigatório por Lei, mas com recursos do Fundeb, por exemplo, que teve aumento de 6% em relação ao ano passado.

A reunião de hoje, de acordo com ela, foi a quarta que já realizou com a categoria . “É obrigatório o reajuste, mas a gente entende que há necessidade de fazer ajustes na gestão pública para cumpri-la”, pondera, sugerindo  que se faça cortes drásticos em cargos que compõem o corpo da administração, o que é autorizado para que se cumpra a Lei.

Ela afirma que a categoria não abre mão dos 11.36%, uma vez que, ano após ano, está sendo possível  referendar o percentual concedido por Lei. Solicita também que o percentual seja estendido ao grupo do Administrativo.

 

Na reunião do início desta noite, a categoria rejeitou a proposta de aumento de 8%, para o próximo mês e 3,36% a ser pago em setembro e decidiu que na terça-feira haverá um dia de alerta, com a paralisação das atividades do magistério.  E pediu a interferência da Câmara no sentido de que se reabram as negociações e sejam feitas adequações para que a prefeita não incorra no limite prudencial da Lei que é de 51%. “Isso é um problema da prefeita, do secretário de Finanças e de Administração”, finaliza, completando que já abriu mão de 8.72%, que a prefeita disse que não poderia conceder por motivos fiscais e por queda de repasse para a Educação .

Ficou agendada uma reunião para as 8 horas desta quarta-feira entre a Comissão Permanente de Educação da Câmara e representantes do Sinted.

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