Passados os dez dias estabelecidos pelo Regimento Interno da Casa, a emenda à Lei Orgânica que permitirá a reeleição da Mesa Diretora da Câmara de Três Lagoas volta à pauta na sessão desta terça-feira (29). Há duas sessões, em primeira votação, a matéria foi aprovada por unanimidade, mas desta vez a votação poderá não ser tão folgada. Mesmo assim, a tendência é que seja aprovada, já que os 12 votos necessários estariam garantidos.
Outra mudança significativa prevista para ocorrer por esses dias é a antecipação da eleição da Mesa para até 31 de dezembro. Nesse caso, a mudança terá de ser no Regimento Interno da Câmara que atualmente determina que a reeleição tem de ocorrer dentro dos 90 dias que antecedem o encerramento do biênio.
Com isso, em menos de dez dias, o atual presidente da Câmara, Jorginho do Gás (PSDB) poderá estar liberado para concorrer à reeleição e, pelo que o Hojemais apurou, os seus partidários pretendem reconduzi-lo ao cargo tão logo seja mudado o regimento.
MANOBRA
O que ocorre é que o PMDB, partido com maior bancada na Câmara com quatro vereadores, ainda não está nenhum pouco conformado de ficar novamente sem a presidência da Casa, principalmente a prefeita Márcia Moura, que na sexta-feira se mobilizou no sentido de fazer com que vereadores que lhe dão sustentação na Câmara firmassem compromisso em eleger o vereador Tonhão presidente. E até os últimos segundos ainda estaria disposta a tentar cumprir o seu compromisso com o presidente do partido e seu líder na Câmara nesse sentido. Além disso, o peemedebista Adão da Apae e o pedetista Nilo Cândido, também da base, teriam interesse no cargo.
REGIMENTO ULTRAPASSADO
O interesse de Jorginho do Gás em aprovar a reeleição e antecipar a eleição da Mesa foi bastante criticado nas redes sociais nos últimos dias. Em relação ao assunto, ele disse estar absolutamente tranquilo, afirmando que as mudanças visam equiparar Três Lagoas com praticamente todo o Estado, incluindo a Assembleia Legislativa. Segundo o vereador, o regimento interno da Câmara é ultrapassado e até o final do ano sofrerá várias outras alterações, que estão sendo promovidas pela Comissão de Constituição e Justiça, que é presidida por Gilmar Tosta (PT) e tem como membros Marcus Bazé (DEM) e Tonhão (PMDB).