Sem condições de se coligar com o PT e descartar a possibilidade de “aliança branca” (informal) proposta pelo senador Delcídio do Amaral (PT), o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) disse nesta segunda-feira (5) que irá conversar com o senador Aécio Neves (PSDB/MG) para saber se disputa o governo de Mato Grosso do Sul.
“É impossível. Não vai ter aliança branca. Vamos tentar construir uma candidatura própria. Tem um monte de partidos que pode construir a candidatura majoritária e ser essa terceira via”, afirmou Reinaldo em entrevista hoje ao Portal de notícias Midiamax.
A ideia inicial do tucano era ser candidato ao Senado na chapa a ser encabeçada por Delcídio. No entanto, a cúpula nacional do PT vetou o acordo que vinha sendo discutido pelo dois grupos políticos desde o ano passado.
Com o veto, Reinaldo Azambuja sondará o comando nacional do PSDB para saber se enfrentará Delcídio e o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), nas eleições de outubro.
O próprio Aécio Neves já havia se manifestado publicamente contrário a união com os adversários, justificando o confronto que terá com a presidente Dilma Rousseff pelo Palácio do Planalto.
À imprensa, Reinaldo adiantou já ter conversado com dirigentes de partidos que têm interesse em subir em seu palanque, como PPS, DEM, PSB, PDT, PR e Solidaridade.
Há duas, semanas, durante o encontro “Pensando Mato Grosso do Sul”, em Dourados, no último dia 26, várias lideranças políticas exaltaram o nome do deputado tucano como alternativa para concorrer à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB).
Apesar de pensar no plano B, Reinaldo não descarta a possibilidade de apoiar outro nome a ser eventualmente indicado por partidos aliados.
Em caso de resposta positiva da cúpula do PSDB, Reinaldo só deve anunciar sua candidatura ao governo após o encerramento do programa Pensando MS, em Campo Grande, que ainda não tem data marcada.
O presidente regional do PSDB, deputado estadual Márcio Monteiro, pretende encerrar o programa com um grande ato político em Campo Grande com a presença de Aécio Neves e outras lideranças nacionais.
ADVERSÁRIOS
O veto a aliança beneficia apenas os adversários de Reinaldo e Delcídio, que não acreditam de jeito nenhum em acordo por causa do acirramento em nível nacional
A criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Petrobras, por exemplo, é uma das metas de Aécio visando enfraquecer a candidatura à reeleição da presidente Dilma.
Além do mais, tanto André Puccinelli quanto Nelsinho Trad torciam pelo fracasso das negociações entre Delcídio e Reinaldo Azambuja.