A exatamente 10 dias das eleições de outubro, a reta final da campanha para o governo de Mato Grosso do Sul está sendo marcada por mudanças de estratégias, tanto pelos candidatos que lideram as pesquisas de intenções de voto quanto pelos que estão atrás e veem o risco de ficar fora de eventual segundo turno.
A ausência dos candidatos Delcídio do Amaral (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB) no debate promovido nesta quarta-feira pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) está sendo vista por analistas como uma estratégia por parte de quem lidera a corrida sucessória e não quer dar guarida para rivais retardatários.
Delcídio é o primeiro entre os seis concorrentes ao governo estadual, com 42,58% das intenções de voto, seguido por Azambuja, que surge com 26,42%, conforme a última pesquisa do Ipems (Instituto de Pesquisa de Mato Grosso do Sul), registrada no TRE/MS sob o número 00038/2014.
Apesar das justificativas pela ausência, o petista e o tucano não escaparam das críticas dos adversários que compareceram ao debate promovido pela entidade.
O presidente municipal do PSDB, Carlos Alberto Assis, foi pessoalmente até a Fetems para entregar uma carta contendo a justificativa para a ausência de Reinaldo Azambuja.
Em nota, o coordenador da Coligação Mato Grosso do Sul com a Força de Todos, Marcus Garcia, informou que a ausência de Delcídio deveu-se a compromissos assumidos anteriormente em Três Lagoas.
"Quem quer ser governador não pode fugir", cutucou o candidato do PMDB, Nelsinho Trad, que surge na terceira posição com 17,17%, e se esforça na tentativa de reverter o cenário eleitoral e garantir sua participação em eventual segundo turno.
O peemedebista também adotou um tom mais crítico em sua campanha contra os adversários, uma vez que caiu de 20,17% para 17,17%, segundo o levantamento feito pelo Ipems no período de 17 a 21 deste mês, quando entrevistou 1.200 eleitores acima de 16 anos nos 15 maiores municípios de Mato Grosso do Sul.
NANICOS
Bem atrás das pesquisas, os candidatos dos partidos de menor expressão eleitoral, os chamados “nanicos”, também aproveitaram para estocar os líderes.
Evander Vendramini (PP) recebeu 0,50% da intenção de voto, enquanto os professores Sidney Melo (PSOL) e Monje (PSTU) foram citados, cada um, por 0,33% dos eleitores entrevistados pelo Ipems.
“Lamento e fico indignado com a situação”, limitou-se a dizer Monje, ao ser questionado sobre a ausência dos concorrentes.
Por sua vez, Sidney Melo disse que quem sai perdendo é a categoria. “É um espaço privilegiado para eles mostrarem as propostas, lamentamos muito”.
Apesar das faltas, Delcídio e Reinaldo terão a oportunidade de expor novamente suas propostas para a educação e para outros setores durante o debate da TV Morena, afiliada a Rede Globo de Televisão, que está marcado para a próxima terça-feira (30).