Ao contrário do que foi divulgado por um órgão de imprensa local, vereadores integrantes do bloco que ajudou a reeleger Jorginho do Gás (PSDB) presidente da Câmara de Três Lagoas negam a existência de requerimento cobrando prestação de contas por parte da presidência. “Não há necessidade de pedir nada, porque temos livre acesso a todas as contas”, assegurou o pedetista Nilo Cândido, que diz não ter ideia de onde possa ter partido a informação sobre a existência de tal requerimento. Os vereadores Klebinho (PPS) e Apóstolo Ivanildo (PSB) também afirmam que não existe requerimento nenhum. “Por enquanto estamos bastante satisfeitos, o Jorginho deu abertura para que opinássemos e não está administrando com braço de ferro”, afirma.
Para o presidente, as informações - que considera inverídicas - são fruto da insatisfação do referido órgão de imprensa para com a sua gestão que, por conta disto, tenta desestabilizar a harmonia que impera entre os vereadores e a presidência. Questionado sobre os motivos desta insatisfação, ele ponderou que “talvez seja porque eu não aceitei a proposta de pagar a eles R$ 140 mil mensais para que divulgassem os trabalhos da Câmara”.
Observando que sua reeleição foi de forma unanime, Jorginho garante que todos os vereadores estão decididos a contribuir para que seja realizada uma boa gestão e que não há o menor indício de rebelião. Quanto às informações “desencontradas”, disse que encaminhou o caso para a Assessoria Jurídica.
GESTÃO COMPARTILHADA
Os entrevistados pelo Hojemais falaram sobre o compromisso de Jorginho do Gás em fazer uma gestão compartilhada com o grupo dos seis vereadores que teriam articulado a sua reeleição para a presidência da Casa. Nesse sentido, Nilo disse que as reuniões que houve foram para discutir como será a forma de atuação do grupo a partir do próximo biênio. Ele afirmou que esperam transparência em tudo e que querem participar efetivamente das decisões, tendo como finalidade principal a melhoria para os vereadores e para os frequentadores da Câmara.
Klebinho corroborou as informações de Nilo, mencionando uma recente reunião “amistosa” com o presidente. “Ele nos mostrou o que está sendo feito e ficamos bastante satisfeitos”, disse, negando ainda que tenha afirmado que fará perícia contábil nas contas da presidência. “Mesmo porque eu não sou contador [ele é técnico em contabilidade] e não tenho legalidade para desempenhar tal função”.
Jorginho confirmou o compromisso de exercer uma gestão participativa, discutindo tudo em conjunto, par que todos possam opinar. “Não quero fazer nada sozinho, porque assim as chances de errar são menores”, disse.
Fazem parte do grupo os vereadores Nilo Cândido (PDT), Klebinho (PPS), Marisa Rocha (PSB), Apóstolo Ivanildo (PSB), Vera Helena (PMDB) e Sirlene da Saúde (PROS).