Definitivamente, o PMDB não terá candidato a prefeito em Três Lagoas ficando, desta forma, depois de duas décadas, fora do comando da prefeitura. Foi o que ratificou o deputado estadual Eduardo Rocha, presidente do diretório local do partido, em entrevista ao Hojemais. Segundo ele, em recente reunião na Capital, ele e a senadora Simone Tebet deixaram claro à cúpula do partido esta decisão, que foi tomada depois de reunião com os vereadores e diretoristas do partido. “Isso não se discute mais; estamos há 20 anos à frente da prefeitura e creio que já está bom”, frisa.
O rumo que o partido deverá tomar nas eleições, ainda é incerto, mas Rocha garante que o PMDB virá forte. Ele disse que já teve uma conversa informal com o colega de Assembleia Legislativa Angelo Guerreiro – pré- candidato a prefeito e presidente do diretório local do PSDB - no sentido de construir uma união por Três Lagoas. Afirmou que o ex-presidente do Tribunal de Contas, Cícero de Souza, ligou para ele na sexta-feira passada avisando que iria se filiar no PSB e que gostaria de conversar com ele, e que já foi procurado também pelo pedetista Rógerson Rímoli, que também teria avisado que gostaria de ter uma conversa com ele, como presidente do PMDB. Esta discussão, porém, disse que será comandada pelos vereadores e pelos pré-candidatos a vereador.
Além de abrir mão da disputa da prefeitura, Eduardo disse também que, no que depender dele, o PMDB não indica o vice e nem secretários do futuro gestor. “Esta é a minha vontade, mas vou levar o assunto para os companheiros; não quero barganha”, afirma.
E já avisou que não adianta fazer comparações com o PMDB nacional, que tem cargos no governo Dilma Rousseff. “Não temos nada com o PMDB nacional; o nosso PMDB é de Mato Grosso do Sul”, enfatiza, citando o fato de o partido não ocupar nenhum cargo no governo de Reinaldo Azambuja, apesar de ter apoiado o candidato.
De acordo com o deputado, o que deverá ser discutido com o candidato que o partido for apoiar será, por exemplo, qual a sua proposta para a cidade e se vai continuar trazendo indústrias e gerando emprego. “E, lógico, discutiremos também estrutura para os nossos candidatos a vereador”, observa.
Ainda segundo Eduardo, o PMDB vai ficar fora da disputa majoritária desta vez, mas que tem projetos para o futuro. “A gente tem que saber a hora de dar um passo pra frente e outro pra traz”, diz, citando como o exemplo a Capital, onde o PMDB está fora da prefeitura, mas nestas eleições terá candidato.
Nos próximos dias, segundo Eduardo, será realizada uma reunião com os pré-candidatos e com o diretório, para ver o que será decidido. “No que depender de mim, estaremos abertos à coligação com qualquer candidato”, antecipa.
Ao contrário do que vem sendo fomentado nos bastidores, Eduardo reitera que não tem nada acertado ainda com Guerreiro e nega que aliança nesse sentido tenha servido como moeda de troca para o PMDB apoiar Azambuja em 2014. “Volto a dizer que quem vai decidir são os companheiros; conversas de bastidores tem de todo jeito”, pondera.
Sobre as declarações de que Guerreiro não aceita, em hipótese alguma, coligar com o PMDB, Eduardo contesta: “não é o que ele fala pra mim, mas se ele não quer, nos vamos procurar outro rumo”.
A respeito da possível candidatura de Cícero de Souza, ele avalia é um nome forte e que vai incomodar.