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Sem provas, vereadores arquivam pedido de investigação de Jorginho do Gás

Jorginho diz que assim que provar sua inocência na Justiça irá tomar providências contra os que tentaram denegrir sua imagem

Hojemais - João Maria Vicente
15/07/15 às 23h21
Pedido de arquivamento foi votado por unanimidade

Com base no parecer do assessor jurídico da Câmara de Três Lagoas, Jean Cristóvão M. de Matos, por unanimidade os vereadores votaram pelo arquivamento do documento do Ministério Público Estadual solicitando análise do inquérito Civil n. 92/2014 da 2ª Promotoria de Justiça de Três Lagoas, acerca de eventual improbidade administrativa e quebra de decoro do presidente Jorginho do Gás (PSDB) pela suposta contratação do assessor, Antonio Nunes Siqueira, com exigência de parte da remuneração deste.  A sugestão do MP, encaminhada ao vice-presidente, Nilo Cândido (PDT), era de que fosse aberta uma Comissão Processante para analisar as denúncias, o que poderia culminar na cassação do presidente.

Em seu parecer, Cristóvão afirma que “dentre os elementos analisados e indicados até o presente momento, não possui nos autos provas e atos determinados que justifiquem a abertura de Comissão Processante”.

O assessor jurídico diz ainda que, como a denúncia foi feita no MPE e na Polícia Civil, a instalação de uma Comissão Processante causaria apenas desgastes políticos aos vereadores. 

DENÚNCIA INJUSTA

Em entrevista ao Hojemais, Jorginho do Gás disse que sempre esteve tranquilo e que os vereadores foram felizes em suas avaliações, uma vez que nunca houve tal prática em seu gabinete.  “Foi uma denúncia injusta. Eu estava esperando a Promotoria investigar, como é de praxe; ela investigou tudo, mandou todo o processo para a Câmara e também para a Polícia Civil e o vice-presidente agiu corretamente colocando em votação na primeira sessão ordinária, onde os vereadores analisaram e concordaram que não tem nada que justifique a abertura de uma CP”, disse. 

Ao reclamar do pré-julgamento das pessoas, ele disse que o tempo é o senhor da razão e que terá oportunidade de provar que não chegou aonde chegou por acaso, com seus 15 anos de vida pública. “Tem quem confia e acredita no seu trabalho; mas aí, vem uma pessoa que, por motivos particulares, tenta denegrir a sua imagem e manchar a sua honra, como foi feito”, reclama. O motivo das falsas denúncias, segundo ele, é porque a Câmara se recusou a pagar o valor absurdo solicitado para a prestação de serviços. 

Por fim, diz que assim que provar sua inocência na Justiça irá tomar providências contra os que tentaram denegrir sua imagem.

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