O jornal Correio do Estado desta segunda-feira (5) trouxe como manchete a reportagem sobre a possibilidade de o senador Delcídio do Amaral (PT), pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul, ser atingido na estratégia montada pelos governistas na CPI da Petrobras, para levantar controvérsias na estatal, na gestão de Fernando Henrique Cardoso, se abordar a atuação do ex-diretor Nestor Cerveró no programa de geração térmica. O Correio cita reportagem do jornal O Globo, segundo a qual, dois dos três contratos que provocaram prejuízos bilionários, apurados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), foram assinados pelo senador petista Delcídio do Amaral.
A reportagem observa ainda que apontado pela presidente Dilma Rousseff como o responsável pela aquisição de Pasadena, Cerveró já ocupava cargos importantes na Petrobras, na gestão tucana, e teve no senador petista o passaporte entre os governos FHC e Lula. Engenheiro que fez carreira no setor elétrico e foi ministro de Minas e Energia de Itamar Franco, Delcídio foi indicado pelo PMDB à diretoria de Gás e Energia da Petrobras, em 1999.
Na estatal, Cerveró era o principal auxiliar de Delcídio, gerente-executivo da diretoria e pessoa a quem o senador diz ter delegado a condução do programa de geração térmica da estatal. Em 2001, quando já pensava em entrar na política, Delcídio integrou o secretariado do então governador de Mato Grosso Sul, José Orcírio dos Santos, Zeca do PT, e filiou-se ao PT para concorrer ao Senado. Venceu. Em 2003, manteve sua influência na Petrobras.