Prefeitos de 50 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul participam de paralisação e se encontram nesta segunda-feira (10) na Assomasul para discutir a crise que enfrentam com a diminuição dos repasses do FPM .
Aluízio São José, prefeito de Coxim, disse que não conseguiu pagar todos os servidores no quinto dia útil e teve que deixar 10% da folha para depois, no mês passado, assim como em Campo Grande. A reclamação não é só dele, mas da maioria dos prefeitos que estão no local.
Paulo Duarte, prefeito de Corumbá, disse que há queda de receita desde o início do ano e que medidas consideradas impopulares tiveram que ser tomadas para tentar contornar a falta de dinheiro.
Márcia Moura, prefeita de Três Lagoas, disse que ainda não utilizou o recurso, mas que para isso precisou demitir 250 servidores no mês passado. Outras demissões estão por vir, afirma. “Vamos substituí-los (comissionados que ainda serão demitidos) por concursados, estamos enxugando a prefeitura para conseguir manter o planejamento.
Prefeito de Água Clara, Silas José disse que a folha dos servidores é paga antes do dia 30, mas por causa da crise uma reserva de R$ 10 milhões, prevista para obras, está sendo usada para pagar os servidores.”
Juvenal Neto, prefeito de Nova Alvorada do Sul e presidente da Assomasul disse que não há um levantamento oficial sobre os escalonamentos, mas que todo mês mais cidades de MS aderem à alternativa e que o número tende a aumentar. “Se a situação do repasse não se resolver, cada vez mais será preciso dividir os salários dos servidores.