Essa semana a vice-governadora Simone Tebet (PMDB) comunicou a alguns veículos de imprensa a sua decisão em deixar o caminho livre para que o governador André Puccinelli (PMDB) possa concorrer à vaga ao Senado na chapa do ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PMDB). Simone ainda garantiu que não pode deixar seu interesse pessoal acima dos interesses do Partido.
Durante sua passagem por Três Lagoas nessa sexta-feira (21), o deputado estadual e marido da vice-governadora, Eduardo Rocha (PMDB), informou ao Hojemais que a decisão da peemedebista de deixar a pré-disputa ocorreu após o Partido verificar que o nome de André Puccinelli tem mais peso político dentro da disputa eleitoral.
Sucessão
Ainda de acordo com Eduardo Rocha, Simone tem duas opções para escolher: ou ela assume o governo do estado por nove meses e depois se afasta temporariamente da política, ou se afasta do governo do estado para concorrer como suplente de Puccinelli ao Senado.
“A Simone ainda tem que optar por uma dessas situações; assumir o governo seria muito bom, pois nesses nove meses tem muita coisa para ser feita, porém quando terminar esse período ela terá que se afastar da política e esperar as próximas eleições. A outra opção é se afastar do governo e concorrer como suplente do André, pois ele tem grandes chances de virar ministro, ou de se afastar daqui dois anos para concorrer à prefeitura de Campo Grande; então ela assumiria como senadora”, disse.
O deputado estadual também informou que Simone Tebet deve tomar essa decisão ainda na próxima semana.
André não tem interesse em deixar Simone fora da disputa eleitoral. Ele a considera um nome valoroso para a política e a quer, pelo menos, como sua suplente. Porém, o problema desse cenário é quem sucederá o comando do governo do Estado. André terá de renunciar ao cargo para concorrer ao Senado. E Simone, em tese, não precisa se desincompatibilizar de suas funções. Mas a dúvida é, se ela assumirá o governo.
O segundo da linha de sucessão é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), que antecipou a sua posição de apoiar a pré-candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT) ao governo estadual.