Questionado pelo Hojemais se a senadora Simone Tebet (PMDB) terá mesmo influência na possível nomeação de três-lagoenses para atuarem no governo de Reinaldo Azambuja, conforme vem sendo especulado nos bastidores da política, o deputado reeleito Eduardo Rocha não confirmou os boatos. Entretanto, afirmou que Simone e o senador Waldemir Moka serão nomes fundamentais para que o futuro governador consiga alavancar projetos que dependam de recursos federais, “principalmente, pelo fato de ele ter sido eleito por um partido de oposição à presidente Dilma Rousseff”, enfatiza.
Em relação aos cargos, ele voltou a afirmar que o PMDB não pretende indicar ninguém para ocupar o primeiro escalão de Reinaldo Azambuja, por entender que isso é uma prerrogativa dele. “Como vou indicar alguém para um cargo de confiança, que o governador sequer conhece”, questiona.
Dessa forma, reitera que o acordo para ter apoiado Azambuja no segundo turno foi a garantia de apoio do tucano para que o PMDB conquiste a presidência da Assembleia Legislativa. “Temos a maior bancada [seis deputados] e fazemos questão de continuar presidindo a Casa”, afirma. Segundo Rocha, até então um grupo de nove deputados já está fechado em torno do nome de Júnior Mochi para presidência.
Embora tenha sido cotado para o cargo, Rocha disse que é a vez de Mochi e que a sua intenção é continuar na liderança do PMDB.
Além de Júnior Mochi e Eduardo Rocha, a bancada do PMDB na Casa terá ainda os deputados estaduais Maurício Picarelli, Antonieta Amorin, Renato Câmara e Marquinhos Trad, o campeão de votos nas eleições de outubro.
A eleição para a escolha dos membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa está prevista para ocorrer no mês de dezembro.