Seis vereadores de Três Lagoas estão concorrendo a vagas de deputado (metade estadual e metade federal) nas eleições deste ano. E, dependendo do desempenho dos candidatos, o PSDB e o PSD podem ser os principais prejudicados. No caso do PSDB, o partido perderia o único vereador que conseguiu eleger nas eleições de 2012. Trata-se do presidente da Casa, Jorginho do Gás (PSDB), que concorre a uma cadeira de deputado federal.
Ele foi eleito pela coligação PSDB/PDT, que emplacou também Nilo Cândido (PDT), que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. Se os dois forem eleitos, as vagas serão preenchidas por Marcos Antônio de Castro Alves, o Marquinho da Padaria e pelo músico José Ottoni, ambos pedetistas. O próximo tucano mais bem votado da coligação, depois de Jorginho, é a presidente do partido Fátima Montanha, terceira suplente da coligação. Já o PSD teria sua bancada reduzida, de dois, para apenas um vereador: Jorge Martinho.
De todos os demais partidos cujos representantes na Câmara disputam o pleito, nenhum deles sofreria prejuízo, caso o vereador seja eleito. Além do PDT, o PT também poderá ter sua bancada ampliada, indo de dois, para três representantes. Com a eventual eleição de Idevaldo Claudino, seu lugar será ocupado pela colega de partido Iara Neves. E outro petista pode deixar a condição de suplente e ser assunto à vereança. Se Beto Araújo (PSD) for eleito deputado estadual, a vaga seria por outro Beto, o Gusmão.
Com quatro vereadores eleitos, a bancada do PMDB não sofre alteração, uma vez Tonhão sendo bem sucedido em sua candidatura à Câmara Alta. É que o PMDB não se aliou a nenhum outro partido em 2012. A vaga, entretanto, iria para o terceiro suplente, Diógenes Marques. Ocorre que, com a ida de Nuna Viana para a Secretaria do Meio Ambiente, sua vaga era para ser ocupada por Luciano Dutra. Este, porém, renunciou – optando por prosseguir à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – abrindo espaço para Antônio Rialino.
O PSB também não sofre baixa em sua bancada, permanecendo com três vereadores, caso Marisa Rocha seja eleita deputada federal. Embora tenha feito parte da aliança encabeçada pelo PP e que incluía também o PV, os suplentes da coligação são do PSB. No caso, a vaga de Marisa passaria a ser ocupada por Amilson Torres. O mais votado do PP foi o Cascão, com 399 votos e já nem está mais no partido. À frente dele, o PSB ainda tem Renê Venâncio e Abel de Lima Vieira.