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Vereador prevê aumento de debates, conflitos e agressões pessoais nas sessões da Câmara

O vereador também reclamou da falta respeito por parte de usuários do facebook

Hojemais - João Maria Vicente
19/02/16 às 21h08
“Eu sou ofendido todos os dias, mas procuro ter respeito e educação e responder às perguntas”, diz Tonhão sobre as redes sociais (Reprodução)

Em função das eleições de outubro, o vereador Tonhão (PMDB) prevê que nas sessões deste ano serão intensificados os ataques ao Executivo e, consequente, a ele, por ser o líder da prefeita na Câmara de Três Lagoas. “Surgirão mais debates, mais conflitos, atitudes ofensivas, desrespeitosas e agressões verbais”, avalia, afirmando que já considera isso normal. Sobre o pleito, o vereador disse não saber se concorre à reeleição, a vice-prefeito ou a prefeito. “O certo é que saio candidato, mas a qual cargo, não posso afirmar”, diz.

O vereador reclamou também da falta respeito por parte de usuários do facebook.  “Eu sou ofendido todos os dias, mas procuro ter respeito e educação e responder às perguntas”, diz.  

Segundo ele, um dos maiores questionamentos tem sido em relação a arrecadação milionária de Três Lagoas de R$ 400 milhões. “Nós temos que frisar que desses 400 milhões, 50% é só para o funcionalismo, 6% para a Câmara, e também para Obras, para Educação, para Saúde e muitos mais”, esclarece. 

O vereador observa que a cidade cresceu, lembrando que em 2004 tinha 87 mil habitantes e hoje chega aos 115 mil habitantes, sem contar a população flutuante que avalia ser de 15 mil pessoas. “Três Lagoas mudou em todos os aspectos; temos problemas, e como líder da prefeita, afirmo que vamos continuar tendo, porque eles não podem ser resolvidos da noite para o dia”, reconhece. 

Alerta também, que não adianta acreditar em salvador da pátria ou que entrando uma nova gestão, vai haver uma revolução. “É mentira! Sem o Governo Federal abrir a torneira, com recursos do município não é possível asfaltar e drenar a cidade”, pontura, completando que Três Lagoas não está recebendo os recursos que seriam obrigatórios da parte do Governo Federal.

“Estamos vivendo os piores momentos políticos do Brasil, mas eu tenho esperança. Sou otimista e reconheço que nesse período de 12 anos que estou vereador, sempre do lado da Simone e da Márcia, mais progredimos que regredimos e não tenho saudade do passado”, pondera.

Ao reconhecer que a cidade tem problemas, Tonhão diz que tem amigos que está perdendo carro por causa de buracos nas ruas e também quem não consegue entrar em casa por causa da lama.

 

Admite também que faltam remédios específicos, o que atribui à burocracia da legislação. “Tem dinheiro para comprar remédios, mas a burocracia da licitação impede”, informa, prevendo que vai demorar um pouco para atingir uma plenitude da satisfação. Mesmo diante destas dificuldades, Tonhão afirma que, em comparação com cidades como Araçatuba, Bauru e São José do Rio Preto, por exemplo, resguardadas as devidas proporções de habitantes, a qualidade no atendimento na Saúde e Educação de Três Lagoas é muito melhor. 

“Estamos sofrendo muito com as creches”, reconhece. Em contrapartida, cita o fato de o MEC preconizar que cada município tem que atender 40% das crianças de 0 a 5 anos que estão na Rede Municipal de Ensino, e que em Três Lagoas, esse atendimento passa de 70%, bem acima do índice nacional, “mas o pessoal não reconhece”, finaliza.

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