Um bebê de nove meses aguardou cerca de três horas por atendimento no pronto-socorro da Santa Casa de Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (16), mesmo após ser classificado como caso de urgência.
Segundo relato da mãe, que preferiu não se identificar, a criança sofreu uma queda e apresentava um corte profundo no nariz, com sangramento contínuo. Inicialmente, a família buscou atendimento no Prontomed, setor destinado a pacientes com convênio e particulares, mas foi informada de que o plano de saúde não cobriria o procedimento.
Orientados por uma funcionária, os responsáveis se dirigiram ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na própria unidade. O bebê deu entrada por volta das 6h50 e recebeu pulseira amarela, classificação que indica urgência.
De acordo com o Protocolo de Manchester, adotado pelo Ministério da Saúde, pacientes nessa categoria devem ser atendidos em até 60 minutos. No entanto, após 1h30 de espera, a criança ainda não havia sido chamada.
A família procurou a equipe de triagem e o serviço social, quando foi informada de que o atendimento estaria temporariamente impactado pela troca de plantão. Mesmo após acionar o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), não houve avanço na fila.
Conforme relato protocolado no SAC, o bebê era o único paciente aguardando atendimento pediátrico naquele momento.
Diante da demora e sem atendimento efetivo, a família optou por buscar assistência em um hospital particular.
“É um bebê em situação de urgência que não recebeu atendimento. Eu consegui pagar, mas e quem não pode?”, questionou a mãe.
A reportagem é do Midiamax . A Santa Casa de Campo Grande foi procurada e, até o momento, não havia se manifestado.
