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O Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé tem se destacado no fortalecimento da captação de órgãos em Mato Grosso do Sul. Apenas nos primeiros meses de 2026, a unidade já realizou duas captações, número que representa metade de todos os procedimentos registrados ao longo de 2025.
Desde a implantação do serviço, em maio do ano passado, o hospital acumula seis captações. Em 2025, foram quatro ocorrências em oito meses, enquanto neste ano os procedimentos aconteceram nos dias 17 e 25 de fevereiro, envolvendo doadores da região da Costa Leste, um homem de 32 anos e uma mulher de 53 anos. Em ambos os casos, foram captados rins destinados a pacientes que aguardavam na fila de transplantes no Estado.
O processo de doação envolve uma complexa articulação entre equipes hospitalares, a Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul e a Organização de Procura de Órgãos (OPO). Todo o procedimento depende da autorização familiar e de uma logística ágil para garantir a viabilidade dos órgãos.
Segundo especialistas envolvidos, o tempo entre a captação e o transplante é decisivo, exigindo integração entre profissionais e apoio logístico, como transporte aéreo. Em média, todo o processo, do deslocamento da equipe à realização da cirurgia, ocorre em cerca de quatro horas.
O avanço também evidencia o protagonismo do interior do Estado. A frequência das captações em Três Lagoas demonstra a ampliação da capacidade de atendimento e aumenta as chances de pacientes que aguardam por um transplante.
Além de salvar vidas, o hospital também se consolida como espaço de formação para novos profissionais da saúde. Estudantes têm participado ativamente dos procedimentos, adquirindo experiência prática e contribuindo com as equipes.
A unidade também investe na qualificação contínua dos profissionais. Recentemente, integrantes da equipe participaram de treinamentos especializados, incluindo capacitação para captação de córneas, o que permitirá ampliar ainda mais os serviços oferecidos.
Conscientização é fundamental
O trabalho é coordenado pela Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT), responsável por todo o processo, desde a identificação de possíveis doadores até o acolhimento das famílias.
Apesar dos avanços, a doação de órgãos ainda depende essencialmente da autorização familiar. Por isso, especialistas reforçam a importância de comunicar aos familiares o desejo de ser doador, uma decisão que pode salvar diversas vidas.
Com o crescimento no número de captações, o hospital fortalece seu papel na rede de saúde e contribui diretamente para a redução da fila de transplantes em Mato Grosso do Sul.