Mato Grosso do Sul já registra 11 municípios em situação de epidemia de chikungunya, devido ao alto número de casos suspeitos da doença. Diante do avanço da transmissão, algumas cidades intensificaram ações de prevenção e alertam para a importância da colaboração da população no combate ao mosquito transmissor.
Outros municípios, no entanto, apontam que a demora na análise laboratorial dos exames tem dificultado a confirmação oficial de parte dos casos suspeitos.
Segundo dados divulgados pelo jornal Midiamax, o estado já acumula 3.058 casos prováveis de chikungunya e seis mortes relacionadas à doença.
Cinco das vítimas eram moradores da Reserva Indígena de Dourados, entre elas dois bebês, um com três meses de vida e outro com apenas um mês. O sexto óbito foi registrado no município de Bonito.
A incidência da doença em Mato Grosso do Sul número de casos para cada 100 mil habitantes chegou a 110,9, índice que é mais de dez vezes superior à média nacional, que atualmente é de 9,6.
Especialistas alertam para o risco de aumento dos casos nas próximas semanas. De acordo com o infectologista Júlio Croda, a circulação do vírus pode se intensificar principalmente na região cone-sul do estado, e o crescimento recente dos registros pode resultar em novos óbitos até o início de maio.
De acordo com os dados mais recentes, os municípios de Mato Grosso do Sul que já atingiram índice considerado de epidemia com mais de 300 casos suspeitos por 100 mil habitantes são:
- Fátima do Sul – 485 casos prováveis – incidência de 2.353,3
- Jardim – 270 casos prováveis – incidência de 1.125,9
- Sete Quedas – 117 casos prováveis – incidência de 1.064,2
- Vicentina – 43 casos prováveis – incidência de 678,7
- Selvíria – 46 casos prováveis – incidência de 565,0
- Corumbá – 399 casos prováveis – incidência de 414,5
- Antônio João – 35 casos prováveis – incidência de 376,2
- Guia Lopes da Laguna – 35 casos prováveis – incidência de 352,1
- Bonito – 74 casos prováveis – incidência de 312,8
- Água Clara – 52 casos prováveis – incidência de 310,6
- Douradina – 17 casos prováveis – incidência de 304,8
As autoridades de saúde reforçam que a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika, é fundamental para conter a propagação da doença no estado.
