No Dia Mundial da Tuberculose , lembrado nesta terça-feira (24), a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou a necessidade de ampliar os esforços globais para erradicar a doença e garantir maior acesso a novas tecnologias de diagnóstico.
Em nota, a entidade destacou a importância de ferramentas mais modernas, como testes portáteis que podem ser realizados no próprio local de atendimento e o uso de swabs de língua, capazes de detectar a bactéria da tuberculose com mais rapidez. As informações são da Agência Brasil .
Segundo a OMS, esses novos métodos representam um avanço importante para o diagnóstico precoce e para o início mais rápido do tratamento de uma das doenças infecciosas mais letais do mundo.
De acordo com a organização, os novos testes são portáteis, fáceis de usar e custam menos da metade do valor dos exames moleculares atualmente disponíveis. Além disso, funcionam por bateria e conseguem apresentar resultados em menos de uma hora, permitindo que o tratamento seja iniciado mais rapidamente.
Dados divulgados pela entidade mostram que, em todo o mundo, mais de 3,3 mil pessoas morrem por dia em decorrência da tuberculose, enquanto cerca de 29 mil novos casos da doença são registrados diariamente.
Apesar disso, os esforços globais de combate à doença já salvaram aproximadamente 83 milhões de vidas desde o ano 2000. A OMS alerta, no entanto, que cortes no financiamento global da saúde podem comprometer os avanços conquistados.
A organização também destacou que a adoção de ferramentas de diagnóstico rápido ainda enfrenta desafios em muitos países, principalmente devido aos custos elevados e à necessidade de transportar amostras para laboratórios centralizados.
No Brasil, dados do Boletim Epidemiológico Tuberculose 2025 do Ministério da Saúde do Brasil apontam que 84,3 mil pessoas contraíram a doença em 2024, o que representa uma incidência de 39,7 casos para cada 100 mil habitantes. No mesmo período, foram registrados mais de 6 mil óbitos.
Os estados com maiores taxas de incidência foram Amazonas (94,7 casos por 100 mil habitantes), Rio de Janeiro (75,3 por 100 mil) e Roraima (64,3 por 100 mil).
Já em relação à mortalidade, considerando os dados consolidados de 2023, os maiores índices foram registrados no Amazonas (5,1 por 100 mil), Pernambuco (4,8 por 100 mil) e Rio de Janeiro (4,6 por 100 mil).
