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Dia Mundial de Coscientização sobre o Autismo destaca importância do diagnóstico precoce e da inclusão

Data reforça a importância do diagnóstico precoce, amplia o debate sobre inclusão e chama atenção para desafios ainda presentes.

Andressa de Paula - Hojemais Três Lagoas
02/04/26 às 10h27
Foto: Reprodução

Celebrado em 2 de abril, o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo chama atenção para a importância do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento e da construção de uma sociedade mais inclusiva.

A data também dá visibilidade às experiências de profissionais e famílias que convivem diariamente com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O Diagnóstico precoce faz toda a diferença

O Transtorno do Espectro Autista é uma condição relacionada ao desenvolvimento neurológico, que pode afetar a comunicação, o comportamento e a interação social em diferentes níveis.

Segundo a psicóloga Kátia Apolliana, ainda há muita desinformação sobre o tema. “O autismo não é uma doença, é uma condição do neurodesenvolvimento. Cada pessoa vai apresentar características em níveis diferentes, e é muito importante desmistificar isso",  explica.

Katia Poliana Gomes de Oliveira, psicóloga com foco em Terapia Cognitiva-Comportamental (Foto: Hojemais Três Lagoas)

A identificação dos sinais ainda na infância é fundamental para garantir melhores condições de desenvolvimento. Entre os sinais de alerta estão atraso na fala, dificuldades de interação social e comportamentos repetitivos, que devem ser observados com atenção por pais e responsáveis.

Quanto mais cedo o acompanhamento começa, maiores são as possibilidades de desenvolvimento da autonomia e das habilidades da criança.

Janaina de Paula e Silva, professora, especialista em educação e neuropsicopedagoga (Foto: Arquivo Pessoal)

A realidade de quem vive o autismo

A professora Janaina de Paula e Silva, com especialização em Educação Especial e  Neuropsicopedagogia, conhece essa realidade de perto. Ela vivencia o autismo na sala de aula e também na vida pessoal, como mãe atípica.

Segundo ela, o caminho até o diagnóstico foi longo e marcado por incertezas, especialmente por se tratar de uma menina com nível 1 de suporte, fator que ainda contribui para atrasos na identificação.

“O percurso até o diagnóstico foi longo e complexo. Por se tratar de uma menina com nível 1 de suporte, houve demora na confirmação, além de dificuldades no acesso a consultas e profissionais especializados",  relatou.

Mesmo após o diagnóstico, os obstáculos continuam. A falta de acesso a terapias, a demora no sistema público e o preconceito social ainda fazem parte da rotina de muitas famílias.

Além disso, especialistas apontam que há uma sobrecarga significativa sobre os cuidadores, principalmente mães, que muitas vezes precisam reorganizar completamente suas rotinas para garantir o acompanhamento adequado.

Inclusão começa com a sociedade

Apesar dos avanços, ainda há uma distância entre o que está previsto na legislação e o que é vivenciado na prática pelas famílias. “Não é a pessoa autista que precisa se adaptar à sociedade, somos nós que precisamos aprender mais para construir um ambiente inclusivo e respeitoso”, reforça a psicóloga Katia Poliana.

Para Janaina, a principal mensagem é de perseverança e esperança diante dos desafios: “Nunca desistam dos seus filhos. Eles têm capacidades admiráveis e, dentro de suas especificidades, são plenamente capazes de alcançar grandes conquistas.”

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