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Estudo aponta falhas em dados sobre câncer de pele no Brasil

Levantamento indica falta de informações essenciais que prejudicam prevenção e diagnóstico precoce da doença

Thais Constantino - Hoje Mais Três Lagoas 
14/04/26 às 11h28
Foto: Divulgação | Reprodução

Pesquisadores da Fundação do Câncer alertam que os bancos de dados oficiais sobre câncer de pele no Brasil apresentam falhas importantes, que podem comprometer ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença. Só em 2023, o câncer de pele causou 5.588 mortes no país.

O estudo analisou informações dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), do Integrador dos Registros Hospitalares de Câncer (IRHC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, identificando lacunas relevantes, como a ausência de dados sobre raça e cor da pele em mais de 36% dos casos, além da falta de informação sobre escolaridade em cerca de 26%.

Segundo o epidemiologista Alfredo Scaff, coordenador da pesquisa, esses dados são fundamentais para orientar políticas públicas, especialmente em um país com alta incidência de radiação ultravioleta, principal fator de risco para o câncer de pele.

A Região Sudeste concentra os maiores índices de ausência de informações sobre raça/cor da pele, tanto em casos de câncer não melanoma quanto de melanoma. Já o Centro-Oeste lidera a falta de dados sobre escolaridade dos pacientes.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil. Entre 2026 e 2028, a estimativa é de mais de 263 mil novos casos anuais de câncer não melanoma e cerca de 9,3 mil de melanoma.

Entre 2014 e 2023, foram registrados mais de 452 mil casos da doença no país. A incidência é maior em pessoas acima de 50 anos, com maior prevalência do tipo não melanoma entre homens, enquanto o melanoma atinge homens e mulheres de forma semelhante.

Além da exposição ao sol, fatores como histórico familiar, queimaduras solares, características da pele e exposição ocupacional também influenciam o risco. Trabalhadores que atuam ao ar livre estão entre os mais vulneráveis.

 

Especialistas reforçam a importância não apenas do uso de protetor solar, mas também de equipamentos de proteção, como roupas adequadas, chapéus e óculos com proteção UV, além de alertar para os riscos de fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento.

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