A resposta à emergência em saúde pública causada pelo avanço da chikungunya em Dourados tem mobilizado uma força-tarefa integrada entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde). Há cerca de 19 dias no município, as equipes atuam tanto no atendimento direto à população quanto na reorganização da rede de saúde, com atenção especial às comunidades indígenas.
Na terça-feira (7), a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, recebeu o diretor-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, para alinhar a continuidade das ações de enfrentamento à doença.
Desde a decretação da emergência, o trabalho tem sido desenvolvido em duas frentes principais. A primeira é o reforço no atendimento à população indígena da Reserva de Dourados, que inclui as aldeias Jaguapiru e Bororó, além de comunidades em áreas de retomada. Ao todo, quatro unidades básicas de saúde concentram a assistência nessas localidades.
A segunda frente envolve a reorganização dos processos de atendimento e a capacitação de profissionais de saúde. A estratégia inclui treinamento de equipes médicas que atuam tanto em hospitais do SUS quanto na rede privada, ampliando a capacidade de diagnóstico e tratamento da chikungunya, considerada ainda uma doença relativamente recente na região.
O plano de contingência prioriza a identificação precoce de casos graves, o manejo adequado da dor, um dos principais sintomas da doença e a regulação de pacientes para leitos hospitalares quando necessário. Os encaminhamentos são feitos para unidades de referência, como o Hospital Universitário e o Hospital Regional de Dourados, garantindo atendimento conforme a gravidade de cada caso.
Controle do mosquito
Além da assistência médica, as ações incluem medidas de controle do mosquito transmissor. Em parceria com a Defesa Civil estadual e a Marinha do Brasil, estão sendo realizadas a instalação de telas em caixas d’água, aplicação de inseticidas químicos e biológicos que não comprometem a potabilidade da água além da limpeza de terrenos e borrifação no entorno das residências.
Segundo a secretária de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, a integração entre os órgãos públicos tem sido fundamental para garantir uma resposta rápida diante do avanço da doença.
“Estamos atuando de forma integrada com a Força Nacional do SUS e o município de Dourados para garantir uma resposta rápida e eficaz. Esse trabalho conjunto permite ampliar o atendimento durante a emergência e qualificar a rede de saúde para o manejo adequado da chikungunya, especialmente nas áreas mais vulneráveis”, destacou.
A superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro, explica que o foco do atendimento já começa a incluir também pacientes na fase crônica da doença.
“Observamos uma redução de casos nas aldeias e, neste momento, nossa atenção também se volta para a fase crônica da chikungunya. Isso envolve acompanhamento dos pacientes, manejo da dor e reabilitação com apoio da fisioterapia, além de manter a organização da rede para evitar agravamentos”, afirmou.
Já a superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, reforça que a capacitação das equipes tem sido essencial para melhorar o fluxo de atendimento.
“Estamos trabalhando na qualificação contínua dos profissionais e na organização dos fluxos assistenciais, desde a atenção básica até os leitos hospitalares. Isso garante mais agilidade no diagnóstico e maior segurança no atendimento”, explicou.
Para o diretor-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, a atuação conjunta entre os governos federal, estadual e municipal tem sido decisiva para enfrentar a situação.
“Quando enfrentamos uma emergência em saúde pública, a atuação interfederativa é fundamental. O que vemos em Mato Grosso do Sul é a união de esforços entre diferentes esferas de governo para proteger a população diante de um cenário de alta circulação do vírus”, ressaltou.
Com as ações em andamento, a expectativa é ampliar o atendimento durante o período de emergência e deixar como legado uma rede de saúde mais preparada para enfrentar arboviroses, com profissionais capacitados e fluxos assistenciais mais eficientes.
Com informações da Agência Gov MS.
