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Força-tarefa federal intensifica combate à chikungunya em Dourados

Ao todo, 40 profissionais foram deslocados, sendo 26 em atuação direta no território.

Da Redação
04/04/26 às 08h24
(Foto: Julia Prado/MS)

O Governo do Brasil intensificou as ações de enfrentamento à emergência sanitária em Dourados, diante do avanço dos casos de chikungunya. A resposta conta com uma força-tarefa interministerial que reúne ações de saúde, assistência, defesa civil e apoio logístico, com atenção especial às comunidades indígenas, as mais impactadas pela doença.

Coordenada pelo Ministério da Saúde, a operação mobilizou a Força Nacional do SUS, que já realizou 1.288 atendimentos clínicos, 81 remoções para média e alta complexidade e 225 visitas domiciliares. Ao todo, 40 profissionais foram deslocados, sendo 26 em atuação direta no território.

Recursos e reforço no atendimento

Para fortalecer a resposta, mais de R$ 3,1 milhões foram destinados ao município. Os recursos incluem:

  • R$ 1,3 milhão para ações emergenciais de socorro e assistência humanitária
  • R$ 974,1 mil para limpeza urbana e restabelecimento de serviços
  • R$ 855,3 mil para vigilância e controle da doença

Além disso, a Fundação Oswaldo Cruz enviou medicamentos para auxiliar no tratamento dos pacientes.

O plano também prevê a contratação de 50 novos agentes de combate às endemias, sendo que 20 já iniciaram atuação, enquanto outros 30 passam por capacitação.

Combate ao mosquito é intensificado

As ações de controle do mosquito Aedes aegypti foram ampliadas com:

  • Inspeção de 4.319 imóveis
  • Identificação de 1.004 focos do mosquito
  • Instalação de 1.000 armadilhas com larvicida

Aplicação de inseticida em áreas estratégicas

O Exército Brasileiro também reforça a operação com 40 militares e cinco viaturas, ampliando a capacidade de atuação no município.

Apoio às comunidades indígenas

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas coordena ações de apoio às aldeias, incluindo a distribuição de 6 mil cestas de alimentos e melhorias no abastecimento de água nas comunidades Jaguapiru e Bororó.

Cenário preocupa autoridades

Dados atualizados até 2 de abril apontam:

  • 2.812 notificações de chikungunya
  • 1.198 casos confirmados
  • 822 casos em comunidades indígenas (68,6%)
  • 5 óbitos registrados

Diante do cenário, o Ministério da Saúde instalou uma sala de situação em Brasília para monitorar a evolução dos casos e coordenar as ações em tempo real.

Prevenção segue sendo essencial

As autoridades reforçam que a eliminação de criadouros do mosquito continua sendo a principal forma de prevenção. A população deve evitar o acúmulo de água parada em recipientes como pneus, garrafas e caixas d’água, contribuindo diretamente para o controle da doença.

A mobilização segue em ritmo intensificado nas próximas semanas, com o objetivo de conter o avanço da chikungunya e restabelecer a normalidade dos serviços de saúde na região.

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