O Governo do Brasil intensificou as ações de enfrentamento à emergência sanitária em Dourados, diante do avanço dos casos de chikungunya. A resposta conta com uma força-tarefa interministerial que reúne ações de saúde, assistência, defesa civil e apoio logístico, com atenção especial às comunidades indígenas, as mais impactadas pela doença.
Coordenada pelo Ministério da Saúde, a operação mobilizou a Força Nacional do SUS, que já realizou 1.288 atendimentos clínicos, 81 remoções para média e alta complexidade e 225 visitas domiciliares. Ao todo, 40 profissionais foram deslocados, sendo 26 em atuação direta no território.
Recursos e reforço no atendimento
Para fortalecer a resposta, mais de R$ 3,1 milhões foram destinados ao município. Os recursos incluem:
- R$ 1,3 milhão para ações emergenciais de socorro e assistência humanitária
- R$ 974,1 mil para limpeza urbana e restabelecimento de serviços
- R$ 855,3 mil para vigilância e controle da doença
Além disso, a Fundação Oswaldo Cruz enviou medicamentos para auxiliar no tratamento dos pacientes.
O plano também prevê a contratação de 50 novos agentes de combate às endemias, sendo que 20 já iniciaram atuação, enquanto outros 30 passam por capacitação.
Combate ao mosquito é intensificado
As ações de controle do mosquito Aedes aegypti foram ampliadas com:
- Inspeção de 4.319 imóveis
- Identificação de 1.004 focos do mosquito
- Instalação de 1.000 armadilhas com larvicida
Aplicação de inseticida em áreas estratégicas
O Exército Brasileiro também reforça a operação com 40 militares e cinco viaturas, ampliando a capacidade de atuação no município.
Apoio às comunidades indígenas
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas coordena ações de apoio às aldeias, incluindo a distribuição de 6 mil cestas de alimentos e melhorias no abastecimento de água nas comunidades Jaguapiru e Bororó.
Cenário preocupa autoridades
Dados atualizados até 2 de abril apontam:
- 2.812 notificações de chikungunya
- 1.198 casos confirmados
- 822 casos em comunidades indígenas (68,6%)
- 5 óbitos registrados
Diante do cenário, o Ministério da Saúde instalou uma sala de situação em Brasília para monitorar a evolução dos casos e coordenar as ações em tempo real.
Prevenção segue sendo essencial
As autoridades reforçam que a eliminação de criadouros do mosquito continua sendo a principal forma de prevenção. A população deve evitar o acúmulo de água parada em recipientes como pneus, garrafas e caixas d’água, contribuindo diretamente para o controle da doença.
A mobilização segue em ritmo intensificado nas próximas semanas, com o objetivo de conter o avanço da chikungunya e restabelecer a normalidade dos serviços de saúde na região.
