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Implanon no SUS: Ministério da Saúde inicia nova fase de capacitação para ampliar acesso ao contraceptivo

Mais de 11 mil profissionais de saúde serão treinados para inserir o implante contraceptivo subdérmico na rede pública

Thais Constantino - Hoje Mais Três Lagoas 
07/04/26 às 12h32
Foto: Divulgação | Reprodução

O Ministério da Saúde iniciou a segunda fase de oficinas de qualificação para ampliar a oferta do implante contraceptivo de etonogestrel, conhecido como Implanon , no Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa tem como objetivo preparar profissionais da rede pública para realizar a inserção e retirada do método contraceptivo de longa duração.

De acordo com a pasta, a previsão é qualificar mais de 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, ampliando a disponibilidade do implante nas unidades de saúde. Ao todo, serão realizados 32 treinamentos presenciais, com prioridade para municípios com menos de 50 mil habitantes.

As oficinas combinam atividades teóricas e práticas, incluindo o uso de simuladores anatômicos para treinamento. A carga horária foi ampliada para 12 horas para enfermeiros e seis horas para médicos, permitindo maior aprofundamento nas técnicas de inserção, retirada e no manejo de possíveis intercorrências.

Além do treinamento técnico, os encontros também promovem espaços de diálogo com gestores estaduais e municipais para apoiar a implementação do método contraceptivo nos serviços de saúde locais. As capacitações também abordam temas relacionados à saúde sexual e reprodutiva, direitos reprodutivos, dignidade menstrual e enfrentamento à violência na atenção primária.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e publicadas pela Agência Brasil , a qualificação dos profissionais busca garantir um atendimento mais completo nas consultas de planejamento reprodutivo e ampliar o acesso da população aos métodos contraceptivos disponíveis no SUS.

Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 500 mil unidades do implante contraceptivo para os estados brasileiros, priorizando municípios com mais de 50 mil habitantes e localidades com maior vulnerabilidade social.

Para 2026, está prevista a entrega de 1,3 milhão de implantes subdérmicos, sendo que 290 mil unidades já foram distribuídas para reforçar a rede pública de saúde.

Na rede privada, o método pode chegar a custar até R$ 4 mil, o que reforça a importância da oferta gratuita pelo sistema público.

O implante subdérmico é um pequeno bastão inserido sob a pele do braço que libera o hormônio etonogestrel gradualmente no organismo. O método é considerado altamente eficaz para prevenir a gravidez não planejada e possui duração de até três anos.

Após esse período, o dispositivo deve ser retirado e, caso haja interesse da paciente, um novo implante pode ser colocado imediatamente. Segundo o Ministério da Saúde, a fertilidade retorna rapidamente após a remoção do implante.

O Implanon passa a integrar o conjunto de métodos contraceptivos oferecidos gratuitamente no SUS, que inclui preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, pílula de emergência, laqueadura tubária e vasectomia. O ministério ressalta, porém, que apenas o preservativo oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

 
 
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