Mato Grosso do Sul inicia neste mês a campanha de vacinação contra a influenza nos 79 municípios do Estado, com a proposta de imunizar os grupos prioritários antes do período de maior circulação de vírus respiratórios. A mobilização segue até 30 de maio, conforme o calendário nacional, e o Dia D de vacinação está previsto para o fim de março.
A estratégia ocorre às vésperas da chegada do outono, estação marcada pelo aumento dos casos de doenças respiratórias. Em Campo Grande, o avanço dessas enfermidades já acende o alerta das autoridades de saúde, diante do crescimento de notificações e mortes registradas neste ano. As informações foram divulgadas inicialmente pelo Midiamax .
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul deve receber na primeira remessa cerca de 80 mil doses da vacina, volume que corresponde a 6,5% da população-alvo estimada em 1,1 milhão de pessoas. Entre os grupos prioritários definidos pelo Programa Nacional de Imunizações estão crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades e professores.
Além das ações nas unidades de saúde, o Estado prevê reforço com o Vacimóvel, que deve percorrer municípios do interior e também a Capital para ampliar o acesso à imunização. No Dia D, a SES também deve promover uma ação específica voltada aos idosos que vivem em instituições de longa permanência em Campo Grande.
Segundo o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, as equipes municipais estão alinhadas e preparadas para dar início à campanha de forma estruturada. Já a coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, reforça que a vacinação contra a influenza é essencial para reduzir complicações, internações e óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
No início deste mês, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) também emitiu alerta epidemiológico diante do aumento de doenças respiratórias na Capital. A medida leva em consideração a alta expressiva de casos nas últimas semanas e dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz.
O alerta busca orientar a organização da rede de saúde, garantindo manejo clínico adequado, prevenção de complicações e redução do risco de sobrecarga nos serviços hospitalares.
Apesar da importância da campanha, a cobertura vacinal segue abaixo do ideal, o que reforça a necessidade de ampliar a adesão entre os públicos prioritários.
