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Saúde

Mato Grosso do Sul segue em alerta para SRAG, aponta boletim da Fiocruz

Apesar de estabilidade e início de queda em alguns indicadores, circulação de influenza A ainda preocupa autoridades de saúde no Estado.


- Hoje Mais Três Lagoas

Thais Constantino

09/04/26 às 15h30
Foto: Divulgação | Reprodução

O mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica que Mato Grosso do Sul permanece em nível de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Os dados apontam que, nas últimas semanas, houve interrupção do crescimento ou início de queda nos casos, embora o cenário ainda exija atenção das autoridades de saúde.

Em Campo Grande e nos demais municípios do Estado, o quadro atual é de estabilidade com tendência de melhora, mas ainda dentro de um patamar considerado preocupante. Isso significa que, apesar de não haver uma explosão recente de casos, a transmissão dos vírus respiratórios continua ativa, principalmente entre grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças pequenas.

O comportamento observado em Mato Grosso do Sul acompanha a tendência registrada no Distrito Federal e em outras áreas da região Centro-Oeste.

No recorte regional, a situação apresenta diferenças entre os estados. Enquanto Mato Grosso e Goiás ainda registram crescimento consistente nos casos de SRAG, Mato Grosso do Sul já apresenta sinais de desaceleração.

Mesmo assim, toda a região enfrenta aumento de infecções relacionadas à influenza A e também ao vírus sincicial respiratório (VSR), este último com maior impacto em crianças de até dois anos.

Em nível nacional, o boletim aponta queda ou interrupção do crescimento dos casos graves de influenza A nas regiões Norte e Nordeste, que haviam registrado aumento anteriormente. Apesar disso, os níveis ainda são considerados elevados.

Já no Centro-Sul do país, incluindo Mato Grosso do Sul, a tendência é diferente, com casos ainda em expansão ou pressionando o sistema de saúde.

Entre os vírus respiratórios em circulação no Brasil, o rinovírus lidera em número de casos, seguido pela influenza A. Entretanto, quando se analisam os óbitos, a influenza A e a Covid-19 aparecem com maior peso, principalmente entre idosos.

Crianças pequenas concentram grande parte das ocorrências de SRAG, geralmente associadas ao VSR e ao rinovírus.

Mesmo com sinais de melhora em algumas regiões, 13 estados brasileiros ainda apresentam crescimento de SRAG, o que reforça o risco de manutenção ou retomada da alta nas próximas semanas.

Diante desse cenário, especialistas destacam que a vacinação contra a influenza continua sendo a principal estratégia para evitar casos graves e mortes, sobretudo entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.

 

Outra recomendação é que pessoas com sintomas gripais evitem contato social ou utilizem máscara, reduzindo o risco de transmissão. As informações são do Jornal Midiamax 

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