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Mortes por chikungunya em Mato Grosso do Sul aumentam 600% no início de 2026

Estado já registra sete óbitos e mais de 3,2 mil casos prováveis da doença nos primeiros meses do ano.

Thais Constantino - Hoje Mais Três Lagoas 
30/03/26 às 13h25
Foto: Arquivo | Reprodução

O número de mortes provocadas pela chikungunya em Mato Grosso do Sul aumentou significativamente nos primeiros meses de 2026. Até esta segunda-feira (30), o Estado registrou sete óbitos pela doença, o que representa um aumento de 600% em comparação ao mesmo período de 2025, quando apenas uma morte havia sido confirmada.

No ano passado, Mato Grosso do Sul contabilizou 17 mortes por chikungunya. Com os sete óbitos registrados até agora em 2026, o total já corresponde a 41,18% das mortes registradas em todo o ano anterior, indicando um avanço acelerado da doença no Estado.

Além das mortes, a situação epidemiológica preocupa. Atualmente, 11 municípios enfrentam epidemia de chikungunya, enquanto o número de casos prováveis já chega a 3.237 em Mato Grosso do Sul.

De acordo com informações divulgadas pelo Midiamax , a incidência da doença no Estado é de 110,7 casos para cada 100 mil habitantes, índice 11,4 vezes maior que a média nacional, que está em 9,7. Com esses números, Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional tanto em incidência quanto em número de mortes pela doença.

O primeiro óbito por chikungunya em 2026 foi confirmado em Dourados, no dia 25 de fevereiro, quando uma mulher de 69 anos, que apresentava comorbidades como diabetes e hipertensão, morreu após complicações da doença.

No dia 9 de março, também em Dourados, um homem de 73 anos morreu. No dia seguinte, foi registrado o óbito de um bebê de três meses. Já no dia 12 de março, uma mulher de 60 anos também não resistiu às complicações da infecção.

Outro caso grave ocorreu em Bonito, onde um homem de 72 anos, que também tinha diabetes e pressão alta, morreu após contrair a doença.

Entre os casos mais recentes estão as mortes de dois bebês: um de três meses e outro de apenas um mês registradas em março. O óbito mais recente ocorreu no sábado (28), quando uma mulher com mais de 80 anos morreu na cidade de Jardim.

O ano de 2025 já havia sido considerado o mais letal para chikungunya em Mato Grosso do Sul. A primeira morte ocorreu em 4 de fevereiro, em Dois Irmãos do Buriti. Ao longo do ano, os registros se concentraram principalmente entre abril e junho, até totalizar 17 óbitos.

 

Diante do aumento de casos e mortes, autoridades de saúde reforçam a importância das medidas de prevenção, como eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti , responsável pela transmissão da chikungunya, dengue e zika vírus.

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