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Saúde

Mudanças climáticas elevam riscos à saúde

Ministério da Saúde alerta para calor extremo, avanço da dengue e efeitos de um El Niño muito forte no Brasil

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas
17/09/26 às 08h00
Mudanças climáticas elevam riscos à saúde (Foto: Reprodução)

Os efeitos das mudanças climáticas já representam uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha . A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante coletiva de imprensa, quando ele defendeu a necessidade urgente de adaptação dos sistemas de saúde diante dos impactos provocados pelo clima.

Padilha destacou uma previsão da Organização Mundial da Saúde (OMS) segundo a qual uma em cada quatro mortes registradas no mundo estaria, de alguma forma, relacionada às mudanças climáticas.

Como exemplo das alterações provocadas pelo clima, o ministro mencionou o Reino Unido, que já registra a presença do Aedes aegypti , mosquito transmissor de doenças e tipicamente encontrado em países tropicais, como o Brasil.

Calor pode favorecer avanço da dengue

O aumento da temperatura média também pode contribuir para a expansão do mosquito transmissor da dengue na Região Sul. Padilha citou especificamente o Rio Grande do Sul , onde anteriormente quase não havia registros da doença.

Além das doenças transmitidas por mosquitos, as ondas de calor extremo podem provocar aumento de doenças crônicas, incluindo problemas cardiovasculares.

Ao ser questionado sobre a preparação do Ministério da Saúde para enfrentar eventos climáticos extremos, como as graves inundações que atingiram Porto Alegre e grande parte do Rio Grande do Sul em 2024 , Padilha afirmou que o país está atualmente mais preparado do que naquele período.

“Mas todo cuidado é pouco”, avaliou o ministro.

El Niño pode ser um dos mais fortes da história

Padilha reforçou que é necessário manter o estado de alerta e a vigilância não somente na Região Sul, mas em todas as regiões brasileiras.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ganhar maior intensidade no Brasil já a partir deste mês .

O secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira , alertou para a intensidade prevista do fenômeno.

“Atingimos um El Niño muito forte, com a possibilidade de termos o mais forte da série histórica”, afirmou.

Segundo Pereira, os efeitos do El Niño no Brasil deverão permanecer, pelo menos, até março de 2027 , ampliando a necessidade de preparação e acompanhamento dos possíveis impactos climáticos e seus reflexos sobre a saúde pública.

 
 
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