A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição e uso de três lotes do medicamento Dysport 500 U , à base de toxina botulínica tipo A. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21).
A decisão atinge especificamente os lotes P08191, P08192 e P22368 . Segundo a publicação, a empresa detentora do registro do medicamento, Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda. , comunicou à Anvisa que não reconhece esses lotes como originais , caracterizando os produtos identificados como falsificados.
Quais lotes do Dysport foram proibidos?
Conforme a resolução da Anvisa, os produtos identificados apresentam os seguintes números e validades:
- P08191 — validade 04/2029;
- P08192 — validade 05/2029;
- P22368 — validade 02/2029.
A determinação se refere ao Dysport (toxina botulínica tipo A) 500 U . A medida sanitária estabelece três ações: apreensão, proibição da comercialização e distribuição e proibição do uso das unidades correspondentes aos lotes mencionados.
Medida não atinge todo o Dysport
É importante destacar que a publicação não determina a proibição geral do Dysport . A ação da Anvisa está direcionada aos três lotes identificados como falsificados.
Isso significa que a decisão não deve ser interpretada como suspensão de todas as apresentações ou lotes regulares do medicamento.
A medida foi adotada de forma preventiva com fundamento na legislação sanitária brasileira, após a comunicação da detentora do registro de que os números de lote encontrados no mercado não correspondem a produtos reconhecidos como originais pela empresa .
Atenção ao número do lote
Diante da determinação, estabelecimentos de saúde, clínicas, profissionais e consumidores que tenham unidades identificadas com os números P08191, P08192 ou P22368 não devem utilizá-las.
A publicação no Diário Oficial não informa, no trecho do ato, onde as unidades falsificadas foram encontradas nem se houve circulação especificamente em Mato Grosso do Sul . Por isso, não é possível afirmar, com base no documento, que os lotes tenham sido comercializados no Estado.
A decisão da Anvisa vale nacionalmente e busca retirar de circulação as unidades identificadas como falsificadas.
