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Transporte aéreo do Governo de MS ajuda a salvar vidas com captação de órgãos para transplantes

Aeronaves do Estado entram em ação para levar equipes médicas e garantir que órgãos cheguem a tempo a pacientes que aguardam transplante.

Thais Constantino - Hoje Mais Três Lagoas 
25/03/26 às 12h20
Foto: Divulgação | Reprodução (Agência GOV MS)

Apoio da Casa Militar e da Coordenadoria de Transporte Aéreo garante agilidade no deslocamento de equipes médicas e órgãos para pacientes que aguardam transplante.

Para pacientes que aguardam na fila por um transplante de órgãos em Mato Grosso do Sul, cada minuto pode significar a diferença entre a vida e a morte. Para garantir agilidade no processo de captação e transporte de órgãos, o Governo do Estado mantém uma estrutura de apoio aéreo que atua em diferentes regiões do Brasil.

A operação é realizada por meio da Coordenadoria de Transporte Aéreo (CTA), vinculada à Casa Militar, em parceria com a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov). O serviço disponibiliza aeronaves e pilotos preparados para transportar equipes médicas responsáveis tanto pela captação dos órgãos quanto pela realização das cirurgias de transplante.

Na segunda-feira (24), foi realizada a décima missão de captação de órgãos em 2026, com a retirada de fígado e rins de um doador em Dourados. Desde 2023, o serviço já contabiliza 39 missões de transporte para captação de órgãos, sendo 19 realizadas apenas em 2025.

Neste ano, além de Mato Grosso do Sul, as equipes também atuaram em captações realizadas em Goiânia (GO), Uruaçu (GO) e Três Lagoas . Desde o início das operações, as missões também já ocorreram em cidades como Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Sorocaba (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Rondônia (RO), Anápolis (GO), Rio Verde (GO) e Maringá (PR) .

Segundo o coronel Marcos Paulo Gimenez, chefe da Casa Militar e responsável pela CTA, o serviço funciona por meio de cooperação entre diferentes setores do governo e tem contribuído para salvar vidas.

“É um convênio que funciona muito bem. Já ajudamos a salvar muitas vidas transportando as equipes que realizam os transplantes. Sempre que estamos disponíveis, realizamos esse trabalho, independentemente do dia ou horário”, destacou.

O médico cirurgião Gustavo Rapassi, responsável pelo programa de transplantes de fígado, rins e pâncreas no Estado, explica que o transporte aéreo é fundamental para ampliar as chances de pacientes que aguardam por um órgão compatível.

De acordo com ele, quando órgãos disponíveis nas regiões Centro-Oeste ou Norte não encontram receptores compatíveis, eles podem ser ofertados para outras regiões do país. “Por conta das grandes distâncias, muitas vezes só conseguimos fazer a captação com o apoio do transporte aéreo, que na maioria das vezes é realizado pela Casa Militar. Isso aumenta muito a chance de nossos pacientes receberem um órgão”, afirmou.

Enquanto os profissionais da saúde se mobilizam para realizar a captação e o transplante, os pilotos responsáveis pelas missões precisam agir rapidamente para garantir um deslocamento seguro e eficiente.

O tenente da Polícia Militar Avyner Falcão e o delegado da Polícia Civil Enilton Zalla, ambos pilotos da CTA, explicam que as equipes precisam estar prontas para agir em pouco tempo após o acionamento.

“Podemos ser chamados a qualquer momento. Precisamos estar prontos para chegar ao local em até uma hora. Depois disso, analisamos as condições do voo e organizamos a missão para garantir que o órgão chegue o mais rápido possível”, explicou Zalla.

Com sete anos de experiência nesse tipo de operação, o piloto também destaca o impacto humano do trabalho. Ele relembra um caso marcante de um paciente que aguardava por um transplante há muito tempo.

“Teve um paciente que já tinha tentado realizar o transplante 12 vezes e não conseguiu por diferentes motivos. Na 13ª tentativa, deu certo. Depois ele nos procurou para agradecer por termos ajudado a salvar a vida dele”, contou.

Para o médico Gustavo Rapassi, a parceria entre equipes médicas e o apoio logístico do Estado é essencial para garantir o sucesso dos transplantes. Isso porque o tempo de transporte do órgão influencia diretamente no resultado do procedimento.

“Os pacientes que aguardam estão em situação crítica. Quando surge um órgão e não conseguimos transportá-lo a tempo, pode ser que aquela pessoa nunca tenha outra oportunidade. Por isso, a disponibilidade da Casa Militar para ajudar nessas missões é fundamental”, destacou.

 

As informações são da Agência GOV.MS.

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