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Vacina da gripe não causa risco da doença, reforça Ministério da Saúde

 Pasta reforça a importância da vacinação anual para proteger a população contra complicações provocadas pelo vírus da gripe.

Thais Constantino - Hoje Mais Três Lagoas 
01/04/26 às 12h03
Foto: Divulgação | Reprodução

O Ministério da Saúde alertou nesta quarta-feira (1º) que novas mensagens com informações falsas sobre vacinas voltaram a circular nas redes sociais. Desta vez, os boatos envolvem a vacina contra a gripe, com publicações que afirmam, sem comprovação científica, que o imunizante poderia aumentar o risco de contrair a própria doença.

Em nota, a pasta esclareceu que a informação é falsa e reforçou que a vacina contra a gripe produzida no Brasil pelo Instituto Butantan tem eficácia comprovada na prevenção de hospitalizações e mortes, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos com 60 anos ou mais.

A dose disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a vacina Influenza trivalente, indicada para prevenir complicações graves, internações e óbitos provocados pelo vírus da gripe.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil , o imunizante segue recomendações internacionais e é pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina trivalente também é recomendada pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos.

O ministério explicou que a vacina é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, o que significa que não tem capacidade de causar a doença em pessoas vacinadas.

De acordo com a pasta, a confusão ocorre porque o vírus influenza circula com mais intensidade durante o outono e o inverno, período em que também aumentam outras viroses respiratórias, como a COVID-19 , o vírus sincicial respiratório (VSR), o parainfluenza e o rinovírus.

Assim, pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a impressão equivocada de que a vacina não funcionou.

Na prática, porém, a imunização reduz significativamente o risco de desenvolver formas graves da doença, além de diminuir as chances de internações e mortes.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no dia 28 de março e segue até 30 de maio nas regiões Nordeste , Centro-Oeste , Sul e Sudeste do país.

Podem receber a vacina os grupos prioritários definidos pelo ministério, entre eles idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, além de profissionais das forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo.

De acordo com balanço recente da pasta, mais de 2,3 milhões de doses já foram distribuídas em todo o país desde o início da campanha.

O ministério reforça que a vacinação anual é essencial porque a composição da vacina é atualizada todos os anos, seguindo orientações da OMS para acompanhar as variantes do vírus que circulam com maior frequência.

Além da vacinação, o ministério informou que intensificou a vigilância sobre o vírus Influenza A (H3N2) , especialmente o subclado K, identificado com frequência em países da América do Norte, como Estados Unidos e Canadá .

No Brasil, até o momento, foram confirmados apenas quatro casos desse subclado. As análises foram realizadas por instituições de referência, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Adolfo Lutz .

O Ministério da Saúde também reforçou que o monitoramento da influenza inclui acompanhamento contínuo de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce e ampliação do acesso à vacinação e a medicamentos antivirais.

 

Por fim, a pasta orienta a população a verificar sempre informações em fontes oficiais antes de compartilhar conteúdos nas redes sociais e alerta para os riscos da disseminação de fake news sobre vacinas.

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