Um importante executivo do Facebook admitiu que antes e depois das eleições dos Estados Unidos, 146 milhões de usuários podem ter visto conteúdos mentirosos e enganadores, manipulados pela Rússia. Essa interferência Russa que alterou inclusive o resultado das eleições americanas, mostra o poder de destruição das redes sociais e seu risco inclusive para as democracias do mundo.
A abordagem é do jornal “The Economist” , em artigo publicado hoje na edição do jornal O Estado de São Paulo. Mas essa interferência não é apenas Russa. Qualquer um pode produzir e postar conteúdos mentirosos, difamatórios para minar o discernimento dos leitores e concentrar a polarização política.
As plataformas permitem que se alimentem teorias conspiratórias e xenofóbicas e as redes sociais formam conceitos de destruição, de perseguição de minorias. Com cada cidadão num smartphone é possível definir até mesmo pelos erros de escrita, o nível de escolaridade daquele indivíduo e quais seriam as informações que poderiam provocar nele as maiores confusões no pensamento e no posicionamento político.
A veracidade dos fatos continua como sempre esteve, nas mãos dos profissionais responsáveis por isso que são os jornalistas e publicitários. Anúncios, textos e filmes precisam ter origem na fonte que tem credibilidade. Como fazer isso? Impondo censura? Evidentemente que não. Mas aos poucos a sociedade vai observando que os conteúdos nas redes sociais não merecem crédito. O jornal “The Economist” escreve que uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que 37% dos entrevistados acreditam nas informações que circulam pelas redes sociais. Esse número é metade da credibilidade que os americanos têm em relação os veículos tradicionais com informações impressa.