Com a aproximação da Copa do Mundo da FIFA 2026 e o aumento esperado no número de brasileiros viajando ao exterior, o Ministério da Saúde (MS) iniciou uma campanha de conscientização sobre a importância da vacinação contra o sarampo .
A ação é direcionada principalmente às pessoas que pretendem acompanhar os jogos do torneio nos países-sede da competição: Estados Unidos, México e Canadá .
Segundo o Ministério da Saúde, a imunização é considerada a principal forma de prevenção individual e coletiva diante do atual cenário internacional, já que os três países registram surtos ativos da doença.
Países da Copa concentram maioria dos casos nas Américas
O sarampo é uma doença infecciosa grave e altamente contagiosa, podendo provocar complicações severas, como pneumonia, encefalite e até morte.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que aproximadamente 70% dos casos registrados nas Américas estão concentrados justamente nos Estados Unidos, México e Canadá.
Diante desse cenário, o governo brasileiro reforça o alerta para que os viajantes atualizem a carteira de vacinação antes de embarcar.
Vacina contra sarampo é gratuita pelo SUS
A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes e adultos, independentemente da existência de viagem programada.
O esquema vacinal varia conforme a faixa etária:
- Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”;
- Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam tomar duas doses;
- Adultos entre 30 e 59 anos devem receber uma dose da vacina.
O Ministério da Saúde destaca que, além de proteger quem viaja, a vacinação ajuda a impedir a reintrodução do vírus no Brasil.
Brasil registrou casos importados em 2025
Apesar de o Brasil já ter eliminado a circulação endêmica do sarampo em anos anteriores, o país voltou a registrar casos importados da doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, em 2025 foram confirmados 38 casos de sarampo trazidos por turistas ou brasileiros que estiveram recentemente na América do Norte.
A recomendação das autoridades sanitárias é que os viajantes procurem uma unidade de saúde com antecedência para verificar a situação vacinal e garantir proteção antes da Copa do Mundo de 2026.
