CASTILHO- A China Three Gorges Corporation, empresa chinesa que comprou a concessão de exploração da Usina de Jupiá ( Engenheiro Souza Dias ) no rio Paraná, paralisou há dois meses a passagem de barcos pela hidrovia que liga os extremos norte e sul do percurso de quase 800 quilômetros.
O fato chegou ao conhecimento público porque está programado para amanhã, passeios com o barco Odisséia nas comemorações dos 65 anos de aniversário da cidade de Castilho. A embarcação já deveria estar atracada no porto da pousada do Deja, na margem esquerda do Rio Paraná. Mas a embarcação está parada há vários dias em Itapura porque a CTG alega vários motivos para não proceder a eclusagem em Jupiá.
Segundo um antigo funcionário da empresa do barco Odisséia, o senhor Carlos Rogério a direção da empresa está em contato com as autoridades brasileiras, mesmo porque é considerável inadmissível que a CTG não mantenha funcionando a eclusa. As desculpas até agora foram: bomba queimada, comporta com defeito e falta de operacionalidade segura.
Nos bastidores entretanto, parece que a briga é maior. A CTG que já vem se esquivando dos compromissos ambientais, desativando as estações de piscicultura e viveiro de mudas, parece que não quer se responsabilizar pela navegação embora o contrato de concessão tenha deixado claro esse compromisso.
Vai se observando dessa forma, que a CTG descumpre ou pelo menos não vem atendendo todos os interesses nacionais. A hidrovia é uma das prioridades do próprio projeto de barragens no Brasil, porém os investimentos da companhia chinesa tem sido apenas na geração de energia e na modernização.
A nossa reportagem encaminhou pedido de informações para a assessoria de imprensa da CTG, mas até agora não recebeu resposta alguma.