Antônio Fagundes pode até ser conhecido por acumular novelas, filmes e peças de teatro no currículo, mas, nos últimos tempos, outro tipo de “acúmulo” tem chamado atenção: processos judiciais por causa de espectadores atrasados .
É que, nas peças protagonizadas pelo ator, existe uma regra simples — e bastante rigorosa: começou o espetáculo, fechou a porteira! Quem chega depois da cortina aberta não entra e também não recebe o dinheiro do ingresso de volta.
Em entrevista à BBC News, Fagundes contou que já enfrentou algumas ações por conta da medida e afirmou que, na maioria dos casos, os juízes têm dado razão a ele. O curioso é que, segundo o próprio ator, a mais recente ação teria sido movida justamente por uma magistrada.
“Estou sendo processado agora, mais uma vez, por uma pessoa que é uma juíza, inclusive”, contou Fagundes, que ainda questionou o fato de o processo ter sido movido na comarca onde ela mora.
Polêmicas à parte, o ator defende que a regra existe por uma questão de respeito a quem chegou no horário. Segundo ele, não seria justo interromper o espetáculo para acomodar quem decidiu enfrentar o famoso “só mais cinco minutinhos”.
A preocupação é evitar aquela cena clássica: celular aceso, gente procurando lugar no escuro, cochichos e uma plateia inteira tentando descobrir quem foi o atrasado da vez .
E Fagundes ainda revelou uma das melhores ironias dessa história: já circula na internet a brincadeira de que deveria ser criada a “Lei Antônio Fagundes” , determinando que espetáculos comecem rigorosamente no horário marcado e que, depois disso, ninguém mais tenha direito de entrar.
Ou seja: o ator talvez tenha descoberto uma nova profissão sem querer — fiscal oficial da pontualidade brasileira . ????
No teatro de Fagundes, pelo menos uma coisa é garantida: o espetáculo pode ter drama, comédia e emoção. Só não pode ter atraso .
E fica a reflexão: você chegaria correndo depois que a cortina já abriu ou preferiria aceitar que, dessa vez, o Fagundes venceu?
