O HojeCast trouxe aos estúdios do Grupo Agitta uma convidada especial: a arquiteta e urbanista Elizângela Sebben, profissional com mais de 23 anos de experiência, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e reconhecida por sua abordagem técnica, humana e integrada entre arquitetura, interiores e estilo de vida.
Durante o bate-papo, Elizângela falou sobre sua trajetória, escolhas profissionais, histórias da carreira e, principalmente, sobre como a arquitetura tem o poder de transformar não só casas e ambientes, mas também a rotina e a qualidade de vida das pessoas.
A arquiteta contou que sua relação com a profissão nasceu cedo, ainda por volta dos 10 anos, quando construía maquetes improvisadas na areia da praia.
“Eu e meu primo desenhávamos aeroportos na calçada. Sempre tinha cidade envolvida, entorno, circulação”, relembra.
Para ela, um projeto nunca é apenas uma casa:
Arquiteta e urbanista Elizângela Sebben
“A construção está inserida em um lugar, com clima, ventilação, iluminação, história. Nada existe isolado.”
Essa visão ampla acompanha Elizângela desde o início da carreira e se tornou uma das marcas de seu trabalho. Muito se fala sobre tendências, mas para Elizângela a grande transformação dos últimos anos aconteceu em um período muito curto: os últimos dez anos – e a pandemia teve papel fundamental.
Segundo ela, os anos de isolamento fizeram famílias repensarem prioridades e entenderem que a casa precisa gerar bem-estar e funcionar para o dia a dia real.
“Hoje, a arquitetura mostra que precisamos viver bem onde estamos. A pandemia só consolidou isso.”
Integração de espaços, cozinhas abertas, salas que organizam a circulação sem corredores e áreas que permitem convivência são algumas das mudanças que ganharam força.
No programa, um assunto que chamou atenção foi a evolução da cozinha, especialmente a cozinha americana, hoje preferência nacional.
A arquiteta explica que essa tendência não é apenas estética:
“Com horários diferentes na rotina, a cozinha se tornou um dos poucos momentos em que a família está junta. Por isso, a integração está tão valorizada.”
Outro ponto forte do bate-papo foi a visão realista da arquiteta sobre funcionalidade e manutenção.
Grandes esquadrias, banheiras, piscinas e elementos de impacto são lindos – mas exigem cuidado, revisão e planejamento. Ela lembrou que muitos itens viram sonho, e depois viram dor de cabeça:
“Eu sempre pergunto: você vai usar mesmo essa banheira? Porque 95% dos meus clientes dizem depois: quem usa são os filhos.”
Elizângela reforça que casa tem vida:
“Ela precisa de pintura, limpeza, manutenção. Senão deteriora.”
Para Elizângela, estilo não é só estética, é cultural. O jeito de viver das pessoas define como o espaço se organiza.
Com traços reconhecíveis, seu estilo valoriza cores claras, amplitude e aberturas generosas, buscando luz natural, sensação de leveza e bem-estar – sempre respeitando o gosto e o investimento do cliente.
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