Após a repercussão de um incidente envolvendo Jeniffer Castro, 29 anos, que se recusou a trocar de lugar com uma criança em um voo nacional, a discussão sobre viagens com crianças ganhou destaque. Em entrevista ao Hojemais, a psicóloga Carla Marize Zaupa Zafalon e o professor de Direito da AEMS, Francisco Ricardo de Morais Arrais, esclareceram questões importantes sobre o tema.
Com as férias de final de ano, as crianças têm maior liberdade para brincar e se divertir. A psicóloga Carla Zafalon ressalta que este período marca "o auge da espontaneidade e disposição no brincar, que durante o ano letivo é mais limitado". Contudo, ela observa que este tempo livre pode ser um desafio para os pais. "Os pais enfrentam momentos desafiadores em que a criança dispõe de mais tempo livre. É fundamental oferecer previsibilidade e estabelecer limites", afirma a especialista.
Zafalon destaca a importância de acolher e orientar as crianças, especialmente as menores. "Para crianças de 4 a 5 anos, pode ser mais difícil aceitar um 'não'. É necessário acolhê-las enquanto se mantém o limite necessário", orienta.
Durante viagens, especialmente em transportes coletivos como aviões e ônibus, situações inesperadas podem surgir, como a necessidade de trocar assentos. O professor Francisco Ricardo Arrais explica que, de acordo com o Código Civil e as resoluções da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), "as companhias aéreas têm liberdade para vender os assentos conforme a configuração interna do avião".
No caso da polêmica mencionada, Arrais esclarece que a responsabilidade da empresa aérea se limita ao cumprimento do contrato, sendo os assentos designados conforme o pacote adquirido pelo passageiro. "Cada situação deve ser analisada caso a caso, considerando as regras da companhia aérea ou da agência de turismo responsável", completa.
Portanto, para evitar imprevistos, as viagens devem ser planejadas com antecedência, considerando tanto as necessidades emocionais das crianças quanto as exigências jurídicas envolvidas.
