Durante participação na 2ª edição do programa Hojemais Notícias , a professora do curso de Direito da AEMS e advogada Juliana Hartmann Mazzini abordou um tema cada vez mais presente no cotidiano da população e do mercado: o crescimento das startups e o impacto dessas empresas inovadoras na forma de consumir, trabalhar e empreender.
Segundo Juliana, as startups vêm revolucionando diversos setores ao oferecer soluções práticas, acessíveis e tecnológicas para problemas do dia a dia, além de abrir novas oportunidades para quem deseja iniciar um negócio próprio, mesmo sem grandes recursos financeiros.
O que são startups?
Durante a entrevista, a professora e advogada Juliana Hartmann Mazzini explicou que as startups são empresas inovadoras, mas que possuem características diferentes dos modelos tradicionais de negócios.
Segundo ela, essas empresas trabalham com um modelo de negócio escalável e repetível, ou seja, conseguem ampliar o número de clientes e usuários sem necessariamente aumentar os custos na mesma proporção.
“São empresas inovadoras, mas que têm uma característica diferente. Essas empresas têm um modelo de negócio escalável, um modelo de negócio repetível, ou seja, com apenas um esforço eu consigo atingir um número de clientes maior, diferente, por exemplo, de uma padaria que acaba fazendo um bolo para um cliente”, explicou.
Juliana destacou ainda que as startups têm como objetivo criar soluções capazes de alcançar um grande número de pessoas, geralmente utilizando tecnologia e inovação.
“A startup produz uma solução que alcance um número elevado de pessoas. E ela também tem a característica de atuar em um ambiente de extrema incerteza. Inovar é isso, a gente não sabe se vai dar certo ou errado, mas precisamos estar dispostos a tentar”, afirmou.
A professora também ressaltou que diversas soluções que transformaram o mundo surgiram justamente em cenários de incerteza e experimentação.
“A maioria das soluções que vieram para o mundo nasceram nesse ambiente de incerteza. Ninguém sabia se daria certo criar um computador ou medicamentos, por exemplo. A inovação passa muito por esse ambiente de tentativa”, completou.
Outro ponto abordado foi o chamado Marco Legal das Startups. Conforme Juliana, atualmente não existe uma definição jurídica extremamente específica, mas a legislação brasileira já estabelece alguns critérios para enquadramento dessas empresas.
“Nós temos o Marco Legal das Startups, que traz limites de faturamento, tempo de constituição de até 10 anos e também empresas inscritas no Inova Simples, que é um regime que poucas pessoas conhecem e que é diferente do Simples Nacional”, explicou.
Mato Grosso do Sul avança no incentivo à inovação
Durante a entrevista no Hojemais Notícias , Juliana citou como exemplo de incentivo ao empreendedorismo inovador o Edital Centelha , iniciativa voltada ao apoio de projetos inovadores em Mato Grosso do Sul.
Segundo ela, o edital, que teve inscrições encerradas nesta última segunda-feira, superou expectativas tanto no Estado quanto em Três Lagoas, demonstrando o aumento do interesse pela inovação e pelo empreendedorismo tecnológico na região.
“O Centelha mostra que Mato Grosso do Sul e Três Lagoas estão acompanhando essa transformação do mercado, incentivando pessoas que têm boas ideias a tirarem seus projetos do papel”, destacou.
A advogada também destacou as iniciativas da SEMADESC (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), entre elas o programa MS Inova Mais, que promove a conexão entre academia, iniciativa privada e setor público, com o objetivo de impulsionar uma economia mais competitiva, moderna e capaz de agregar valor.
Ela ressaltou, ainda, o foco atual da SEMADESC em deep techs (soluções inovadoras baseadas em descobertas científicas, muitas vezes desenvolvidas no ambiente universitário) e parabenizou a Secretaria de Estado pela iniciativa e pela atuação estratégica no fortalecimento da inovação em Mato Grosso do Sul.
Aplicativos mudaram hábitos de consumo
Para aproximar o tema do cotidiano da população, Juliana também citou exemplos conhecidos nacionalmente, como iFood , Uber e outras plataformas digitais que oferecem serviços rápidos e práticos por meio de aplicativos.
De acordo com a professora, essas empresas representam modelos de startups que transformaram hábitos de consumo e criaram novas formas de prestação de serviços.
“Hoje as pessoas conseguem pedir comida, solicitar transporte e resolver diversas situações diretamente pelo celular. Isso mostra como as startups estão presentes na vida das pessoas e modificando a maneira como a sociedade consome e trabalha”, completou.
A entrevista integrou a série de participações dos professores do curso de Direito da AEMS no programa, trazendo temas atuais ligados à inovação, empreendedorismo e transformação digital.
Quer entender melhor como funcionam as startups, conhecer exemplos de empresas inovadoras e descobrir como Mato Grosso do Sul e Três Lagoas estão incentivando novos empreendedores? Assista à entrevista completa com a professora e advogada Juliana Hartmann Mazzini :
