Ciência e Tecnologia

Automação das inteligências artificiais pode evitar mortes

"Na área da saúde, por exemplo, muita gente morre ao redor do mundo somente por motivo de negligência ou imprudência durante o tratamento médico. É aí que essa automação entra, auxiliando em verificação de prescrições médicas, identificando eventuais discrepâncias nas instruções dos próprios médicos (...)"

Cássio Betine*
17/10/21 às 12h50
(Foto: Divulgação)

Claro que você já conhece alguma coisa sobre as inteligências artificiais e suas capacidades, inclusive deve ter ouvido falar também que essas tecnologias podem se autodesenvolver, se autoprogramar, ou seja, elas, aparentemente, têm uma certa (ou total) autonomia (isso foi comentado em um dos meus artigos anteriores, "Youtube versus Inteligência Artificial" )

Agora, um novo desdobramento se deu a partir delas e pode ser muito benéfico para salvar vidas: a automação das inteligências artificiais. Essa automação, de certa forma, pode prever o futuro e evitar problemas, acidentes, possíveis fatalidades.

Na área da saúde, por exemplo, muita gente morre ao redor do mundo somente por motivo de negligência ou imprudência durante o tratamento médico. É aí que essa automação entra, auxiliando em verificação de prescrições médicas, identificando eventuais discrepâncias nas instruções dos próprios médicos ou até mesmo em relação às melhores práticas da medicina.

Além disso, ela também pode ser muito útil no diagnóstico precoce de doenças, pois pode fazer varreduras e analisar dados muito mais rápido e de forma mais confiável do que os humanos.

No trânsito, que ainda é líder em mortes, a automação poderia, por exemplo, ajudar monitorando os condutores, detectando se estão em estado sonolento ou de distração e alertá-los antes que sofram ou provoquem um acidente. Também poderiam auxiliá-los na identificação de perigos externos, como carros que se aproximam ou obstáculos que surgem repentinamente.

Enfim, essa tal automação das inteligências artificiais poderia ajudar na prevenção de várias coisas perigosas ou ruins que possam acontecer aos seres humanos, uma vez que elas têm uma gigantesca capacidade de processar, cruzar informações e consequentemente reagir, identificando, orientando e até mesmo realizando uma ação preventiva.

Os novos veículos já estão vindo equipados com alguns equipamentos e máquinas que “pensam” sozinhas e reagem no momento certo. Um exemplo simples é o recurso em que sensores percebem veículos próximos e já freiam o veículo independentemente, sem que o motorista tenha que fazê-lo.

Agora, imagine esse veículo utilizar dados e estatísticas sobre dia, horário, constância e tipo mais comum ou recorrente de acidente em determinada localização, e usarem isso para proteger os humanos?

Pois é, parece que esse é grande objetivo dessas automações. Que sejam bem- vindas, então.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cássio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos .

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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