A Auto Viação Suzano, concessionária responsável pelo transporte coletivo urbano em Birigui (SP), mantém desde a semana passada apenas dois ônibus para atender os usuários do serviço público. O número é bem menor do que o previsto em contrato, que seria de pelo menos 12 veículos, dois deles extras para serem utilizados em caso de emergência.
Além do número reduzido de linhas atendidas – apenas quatro do total de dez - a informação é de que todos os ônibus estariam com documentação irregular, sendo um deles apreendido. A Prefeitura confirmou à reportagem que tem conhecimento das denúncias e estuda medidas jurídicas com relação à execução contratual.
Conforme denúncias recebidas pelo Hojemais Araçatuba, atualmente circulam apenas dois ônibus coletivos no município, cada um responsável por duas linhas. Um deles faz a linha 110 (Portal) – 106 (Colinas) e o outro, 102 (Quemil) e 109 (Toselar). O mesmo carro sai do terminal e vai para um bairro, volta para o terminal e segue para o outro bairro, no sentido oposto. Assim, o usuário precisa esperar por pelo menos duas horas pela passagem do veículo dentro do bairro – antes era de hora em hora.
As demais linhas 101, 102, 103, 104, 107 e 108, que atenderiam os bairros São Conrado, Thereza Maria Barbieri, Pedro Marin Berbel e Jandaia foram suspensas pela empresa, que alega falta de recursos e baixo número de usuários.
A reportagem apurou que todos os ônibus estão com documentação atrasada e vários têm problemas que impediriam sua circulação, como pneus carecas e portas que não fecham. Um deles teria se envolvido num acidente de trânsito na semana passada e está apreendido.
Outro problema está na transferência dos veículos para Birigui, já que todos possuem placas do estado do Rio de Janeiro.
Leis trabalhistas
Há ainda desrespeito às leis trabalhistas, pois funcionários não receberam o pagamento de janeiro integral. O salário dos motoristas é de cerca de R$ 1,5 mil, porém eles receberam pouco mais de R$ 1 mil com a promessa de receber a diferença no próximo mês.
Do total de 20 motoristas, apenas quatro estão trabalhando. O restante foi orientado a aguardar em casa.
A empresa também ameaça parar o serviço caso a Prefeitura não prolongue o subsídio que foi concedido no fim do ano passado, no valor de R$ 150 mil, dividido em três parcelas.
