Cotidiano

Sem remédio, paciente tranca médica em sala no PS

Paciente teria sido encaminhada de UBS ao pronto-socorro devido à falta de medicamento de uso contínuo

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
19/07/19 às 10h21
Caso aconteceu no pronto-socorro municipal de Araçatuba (Foto: Lázaro Jr./Hojemais Araçatuba - Arquivo)

Uma médica que atendia no pronto-socorro municipal de Araçatuba (SP) foi trancada na sala de consulta por uma paciente na manhã desta sexta-feira (19). Segundo apurado pelo Hojemais Araçatuba , ela teria ficado revoltada porque não conseguiu um medicamento de uso contínuo.

A reportagem soube do caso por meio de outro paciente que aguardava no pronto-socorro, pois o atendimento foi suspenso.

A testemunha contou que aguardava na sala de triagem quando um homem percebeu que a porta do consultório havia sido fechada e correu para tentar abri-la. Ao perceber que a porta estava trancada, ele mandou chamar o guarda que faz segurança no local.

A porta teve que ser arrombada para liberar a médica. Ainda de acordo com o que foi relatado, a paciente dizia que a médica tinha sim que fornecer a receita, pois o não fornecimento seria crime. A polícia teve que ser acionada para controlar a situação.

Medicamento

A assessoria de imprensa da OSS (Organização Social de Saúde) Santa Casa de Misericórdia de Birigui, que administra o pronto-socorro, confirma a ocorrência do fato na manhã desta sexta-feira. A informação passada é de que a direção da entidade irá apurar os fatos.

Segundo o que foi apurado pelo Hojemais Araçatuba , essa paciente teria sido encaminhada de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para o pronto-socorro.

Havia mais de uma semana ela estaria em busca de um medicamento de uso contínuo, que não estaria disponível na rede municipal, por isso, teria sido encaminhada ao pronto-socorro.

Entretanto, como o pronto-socorro realiza apenas atendimento, não dispõe desse tipo de medicamento para oferecer aos pacientes.

Prefeitura

A Prefeitura contesta a informação da falta de medicamento alegada. A assessoria de imprensa informa que a equipe de atendimento ESF (Estratégia Saúde da Família), que atende na UBS do bairro da paciente, constatou que ela foi atendida poucas vezes na unidade. Entre 2015 e 2019, foram apenas três atendimentos.

"Não há conhecimento da equipe de saúde que a paciente faz uso contínuo de medicação. Também não foi constatado pedido de consultas recentemente", informa.

Ainda segundo o município, toda dispensação de medicamento controlado é realizado na Farmácia Municipal e no CEAPS (Centro de Atendimento Psicossocial), não nas UBS’s. "A Farmácia Municipal comunica que não há falta de medicamentos", encerra a nota.  

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