Justiça

Acusado de matar colega por causa de copo de cerveja vai a Júri nesta quarta-feira

Vítima foi assassinada com 6 tiros em um posto de combustíveis na rua Bolívia, após desentendimento em bar na Marcílio Dias

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
28/06/22 às 10h05

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne na próxima quarta-feira (29) para o julgamento de Denis Renato Seabra, 29 anos, pelo assassinato de Alan Roberto Costa, 40. A vítima morava no Novo Umuarama e o crime aconteceu em 24 de janeiro de 2020, em um posto de combustíveis na esquina da rua Aguapeí com a Bolívia, no bairro Aclimação.

O réu foi preso quase cinco meses depois e denunciado por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, horas antes os dois teriam discutido em um bar na rua Marcílio Dias, onde bebiam cerveja juntos. A polícia apurou que o desentendimento no bar teria ocorrido quando Costa teria tomado a cerveja da mão de Seabra e ainda desferido um tapa no rosto dele, que decidiu matá-lo.

Após a discussão, o réu teria se armado com um revólver calibre 38 e encontrado a vítima no posto de combustíveis, onde aconteceu o assassinato.

Corpo

Costa foi encontrado desacordado pouco antes das 6h, por policiais militares que receberam denúncia de disparos de arma de fogo. Ele foi socorrido por equipe de resgate do Corpo de Bombeiros e levado para o pronto-socorro da Santa Casa, mas apesar do atendimento, não resistiu.

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil, que chegou até Seabra e representou pelo mandado de prisão temporária, que foi expedido pela 1.ª Vara Criminal e cumprido em 26 de junho de 2020.

Ele foi encontrado na casa dele, na rua Equador, denunciado e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, que também o pronunciou para julgamento pelo Tribunal do Júri. 

Testemunha

Consta na pronúncia que a polícia conseguiu identificar uma testemunha ocular, protegida, que revelou ter visto quando a vítima caminhava pela rua Aguapeí e foi abraçada por Seabra. Ele a teria segurado com um dos braços e com a outra mão, na qual estava o revólver, feito os disparos seis disparos.

Exame necroscópico apontou que dos seis disparos, cinco projéteis transfixaram o corpo de Costa. Três projéteis percorreram o trajeto da direita para a esquerda, atingindo na região lateral direita do tórax e abdome. Outros dois foram disparados na altura do peito e da barriga, e o outro na altura da coxa esquerda.

A defesa do réu pediu a nulidade do processo quanto à oitiva da testemunha protegida; pediu a impronúncia do réu; e o afastamento da qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima.

Também foi representado pela revogação da prisão preventiva de Seabra, mas nenhum dos pedidos foi atendido.

Reconhecido

A polícia conseguiu encontrar outra testemunha, que trabalhava no posto de combustíveis na época e prestou socorro à vítima. Ela informou que que não viu os disparos, mas ouviu pessoas que estavam no posto dizerem que Seabra seria o autor do crime.

A testemunha disse ainda que réu e vítima frequentavam o posto e reconheceu Seabra como sendo quem os frequentadores do posto se referiam como autor do crime, quando lhe foi mostrada a fotografia dele.

O julgamento está marcado para as 9h no Fórum de Araçatuba. O réu participará por videoconferência.

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