Justiça

Acusado de matar e esquartejar advogado em Araçatuba é condenado a quase 30 anos de prisão

A namorada dele, que atraiu a vítima para a casa dela simulando um programa sexual, pegou mais de 27 anos de cadeia

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
16/11/20 às 12h23
Ronaldo César Capelari foi assassinado aos 53 anos (Foto: Reprodução)

*Material atualizado às 9h40 de 17/11 para incluir a manifestação do Ministério Público

A Justiça de Araçatuba (SP) condenou o casal acusado de latrocínio contra o advogado Ronaldo César Capelari, 53 anos, que teve o corpo esquartejado no início deste ano. A sentença, do juiz da 1.ª Vara Criminal, Roberto Soares Leito, foi proferida no último sábado (14) e os réus não poderão recorrer em liberdade.

Jonathan de Andrade Nascimento, 21, foi condenado a 29 anos e 8 meses de prisão no regime inicial fechado. Já a namorada dele, Laís Lorena Crepaldi, 20, pegou 23 anos, 8 meses e 20 dias de prisão pelo roubo seguido de morte.

Entretanto, ela foi condenada a mais 4 anos e 2 meses por denunciação caluniosa. Logo após o corpo ser encontrado, ela acusou três rapazes de envolvimento no crime.

Eles chegaram a ser presos temporariamente, mas foram soltos após ela revelar que havia mentido. No caso dela, o regime para início do cumprimento da pena também é o fechado.

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Laís é acusada de ter atraído o advogado para cometer o crime junto com o namorado (Foto: Reprodução)

Crime

Capelari foi assassinado em 14 de janeiro e o corpo dele foi encontrado pela Polícia Militar dentro de três sacos de lixo, no banheiro da casa de Laís, uma edícula no bairro Água Branca. 

A audiência de instrução para depoimento das parte aconteceu em 8 de outubro. Apesar de ter confessado os crimes à polícia, o casal negou em parte durante a audiência, que durou aproximadamente quatro horas.

A sessão aconteceu por videoconferência e cada réu esteve acompanhado de um defensor público. Na ocasião foram interrogadas quatro testemunhas de acusação e três testemunhas de defesa.

Negou

Laís disse que o namorado dela esquartejou o corpo do advogado e negou que haviam combinado roubar e assassinar a vítima. O namorado dela negou qualquer envolvimento no latrocínio e na destruição do cadáver.

Ao ser informado que havia provas de que ele foi visto dirigindo a caminhonete da vítima e comprado luvas e sacos de lixo para colocar o cadáver, o réu confirmou essas informações, mas continuou negando participação nos crimes.

Laís confessou a autoria dos crimes de denunciação caluniosa.

Justa

O promotor de Justiça Sérgio Ricardo Martos Evangelista, autor da denúncia nesse caso, disse ao Hojemais Araçatuba que até a tarde de segunda-feira não tinha sido intimado oficialmente da decisão, mas considerou justa.

"Eu achei justa a sentença e quando for formalmente intimado vou analisar se tem algum ponto que precisa de recurso ou não", informou.

Ele também comentou sobre a agilidade de o julgamento da ação, pois o caso teve muita repercussão e considerou importante que tenha ocorrido essa resposta rápida à sociedade.

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